2009 será diferente para a Volvo

"Estamos esperando para 2009 uma queda de vendas entre 5% a 10% em relação a 2008 na faixa acima de 15 toneladas porque, na verdade, a crise mundial está ajudando o mercado brasileiro a voltar ao normal, já que faltavam caminhões para vendas"

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Pressionada em quase todo o decorrer de 2008 pela falta de alguns componentes essenciais como a caixa de câmbio de seus caminhões, a Volvo do Brasil assistiu impotente muitos dos seus tradicionais clientes se socorrerem em outras marcas para cumprir planos de expansão. Com a situação de peças e da fábrica normalizada a partir de janeiro do ano que vem, o diretor de área de caminhões acredita que 2009 ainda será um grande ano para a montadora sueca.

“Estamos esperando para 2009 uma queda de vendas entre 5% a 10% em relação a 2008 na faixa acima de 15 toneladas porque, na verdade, a crise mundial está ajudando o mercado brasileiro a voltar ao normal, já que faltavam caminhões para vendas. Não será um ano igual a 2008, mas poderá superar 2007”, afirma Bernardo Fedalto Jr., gerente de caminhões da empresa sueca.

Segundo Fedalto, a empresa vendeu 1.037 caminhões em outubro, um recorde mensal, e deve atingir a 10 mil unidades comercializadas no mercado interno até dezembro contra pouco mais de 7 mil em 2007.

“No ano que vem deveremos recuperar uma parte da fatia de mercado que não conseguimos atender porque não tínhamos caminhões. Acho que deixamos de comercializar perto 1 mil veículos em 2008”, diz o diretor.

A Volvo do Brasil também não espera redução no volume de vendas de seus caminhões para a América Latina – serão perto de 2.500 veículos como previsão de exportação final para 2008 e quase a mesma quantidade para 2009. “A Argentina, Peru e o Chile continuam com mercados aquecidos e com falta de veículos, com o que será possível manter o atual ritmo de exportações”.

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