Prazo para aeroportos se adaptarem a normas de acessibilidade está esgotado, diz procuradora

A procuradora destacou a existência de problemas ainda sem solução enfrentados pelas pessoas com deficiência quando pretendem fazer uma viagem aérea

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Os aeroportos do país não têm mais prazo para se adaptar a necessidades de pessoas com deficiência. A advertência é da procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero. “Os prazos já estão esgotados, tudo já era para estar funcionando no caso do transporte aéreo. O que ainda não está funcionando pode ser objeto de denúncias para o Ministério Público Federal” disse, nessa quinta-feira (2), em fórum em São Paulo promovido pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) sobre acessibilidade. O evento continua hoje.

A procuradora destacou a existência de problemas ainda sem solução enfrentados pelas pessoas com deficiência quando pretendem fazer uma viagem aérea. “A gente não tem visto alternativa para os avisos sonoros [nos aeroportos] para as pessoas com deficiência auditiva. A maioria do atendimento das empresas aéreas é pelos sites, que ainda são muito pouco acessíveis para pessoas com deficiência visual”, disse.

A procuradora ressalvou no entanto, que, de forma geral, os aeroportos do país estão em condições satisfatórias quanto à acessibilidade das pessoas com deficiência. “É muito difícil hoje em dia encontrar um aeroporto que não esteja bastante acessível, ou que pelo menos não tenha iniciado várias obras voltadas para a acessibilidade. Não estão perfeitos, mas eu acho que há um movimento muito forte e muito consistente para que essa acessibilidade esteja presente”. (Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil)

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