Brasil e Emirados ampliam acordo aéreo para 2010

A renegociação prevê 28 novas freqüências semanais para transporte de passageiros e cargas e mais 21 somente para cargas

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Brasil e Emirados Árabes Unidos ampliaram o acordo aéreo bilateral vigente desde 2004. Durante reuniões realizadas na quinta e na sexta-feira da semana passada, no Rio de Janeiro, representantes dos governos dos dois países decidiram autorizar novas freqüência de vôos de passageiros e cargas.

Segundo Sidney Alves Costa, assessor-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, que participou dos encontros, a renegociação prevê 28 novas freqüências semanais para transporte de passageiros e cargas e mais 21 somente para cargas.

O tratado original previa 14 freqüências aéreas semanais entre os dois países, sendo que sete são utilizadas atualmente pela Emirates Airline, que tem um vôo diário entre Dubai, nos Emirados, e São Paulo.

As novas autorizações serão implementadas gradualmente. No caso dos vôos mistos, que levam passageiros e cargas, das 28 freqüências aprovadas, oito vão entrar em vigor agora, oito em abril do próximo ano, seis em outubro de 2009 e as últimas seis em abril de 2010.

Para os vôos exclusivos de cargas, nove freqüências passarão a valer agora, mais nove em abril do ano que vem e as últimas três em abril de 2010. De acordo com Costa, a novidade nessa seara é que os vôos de cargas poderão fazer uma parada na Europa e uma em outro país sul-americano antes de chegar ao Brasil, além de mais três escalas na América do Sul antes de regressar aos Emirados.

A autorização não quer dizer que as companhias aéreas vão criar novos vôos imediatamente, ou obrigatoriamente utilizar todas as freqüências no futuro. Só para se ter uma idéia, o acordo original foi assinado em junho de 2004, mas Emirates só começou a voar para o Brasil em outubro do ano passado. A renegociação, no entanto, é um indicativo de que a rota tem sido bem sucedida, tanto no que diz respeito ao transporte de pessoas, quanto de mercadorias.

Além de Costa, que acompanha as negociações com os árabes desde o início, quando era chefe de gabinete do Ministério do Turismo, estiveram na reunião representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão responsável por autorizar esse tipo de acordo no Brasil; do Ministério da Fazenda, dos departamentos de aviação civil dos Emirados, Abu Dhabi e Dubai; da embaixada dos Emirados em Brasília; e das companhias aéreas Etihad Airways, de Abu Dhabi, e Emirates, de Dubai.

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