Uruguai exige teste de Covid dos caminhoneiros brasileiros na fronteira

Uruguai exige teste de Covid dos caminhoneiros brasileiros na fronteira

Regras entraram em vigor nesta sexta e oficiais de fronteira do Uruguai não aceitam os testes rápidos, precisa ser do tipo RT-PCR, que custa entre R$ 300,00 e R$ 400,00 e só dá resultado em 48 horas

Cargo 1933 abre o segmento na Ford
Série 2000 dos caminhões Volkswagen completa 20 anos
Mais 235 Mercedes-Benz Axor azuis para a Braspress

O governo do Uruguai decidiu exigir testes negativos de Covid-19 de todos os caminhoneiros brasileiros para ingressar no país vizinho a partir de hoje. Segundo informações de entidades e dos próprios caminhoneiros que estão parados na fronteira, a situação está ficando crítica, pois há muitos caminhões parados, os testes são caros e há pouca estrutura para a permanência dos caminhões nos postos de fronteira, como o de Chuí, no Rio Grande do Sul.

Controle rigoroso

Segundo Rodrigo Kohn, motorista de caminhão que está parado no posto aduaneiro esperando para ingressar no Uruguai, os funcionários de fronteira daquele país não aceitam os testes rápidos para Covid. “Tem que ser aquele teste RT-PCR, que usa uma amostra do nariz e garganta. Soubemos pelo despachante que este tipo de exame custa entre R$ 300,00 e R$ 400,00”, comenta Rodrigo Kohn, caminhoneiro que aguarda a liberação na fronteira para poder ingressar no Uruguai e descarregar as mercadorias que transporta.

O motorista relatou também que, ao sair do resultado do exame, o condutor precisa entrar no Uruguai e fazer a descarga em 72 horas. “Eles também estão monitorando os caminhões brasileiros via GPS para saber por onde a gente passou e onde parou”, disse Rodrigo à reportagem da Agência Transporta Brasil. A reportagem apurou que os funcionários de fronteira uruguaios instalam um rastreador nos caminhões brasileiros para saber para onde vão e se vão realmente cumprir o itinerário declarado dentro do país vizinho.

Más condições de pátio

No posto de controle de Chuí, do lado uruguaio, na cidade de Chuy, os motoristas relatam condições ruins para aguardar o desembaraço de documentos e a liberação da entrada. Eles contam que o local é a céu aberto e tem pavimento esburacado. Além disso, existe somente um sanitário disponível e não há banheiro com chuveiros. “Se quiser tomar banho, tem que voltar pro Brasil e rodar alguns quilômetros até encontrar o primeiro posto com uma estrutura mínima”, disse Rodrigo Kohn, que está parado em Chuy desde segunda-feira, dia 13 de junho, aguardando a liberação de seu caminhão.

Resposta dos transportadores brasileiros

A ABTI, Associação Brasileira de Transportes Internacionais, divulgou uma nota em que expressa sua preocupação com os caminhoneiros brasileiros no Uruguai. A entidade considera a instalação de GPS uma medida arbitrária, já que não existe nenhum acordo entre os dois países para autorizar tal ação. “Sobre a imposição de instalação de GPS nos veículos, considerando que não há acordo internacional entre os países sobre o uso do dispositivo, a ABTI já encaminhou o impasse à ANTT que está tomando as providências necessárias para eliminar a determinação através de negociações com o órgão responsável do Uruguai”, diz a ABTI via comunicado.

A entidade também questiona a exigência dos testes de laboratório: “Referente à exigência de resultado negativo do teste de Covid-19 realizado até 72 horas antes do ingresso no país, através da técnica PCR-RT, que conforme órgãos de saúde, deveria ser aplicada somente em casos complexos como em pacientes já internados pela doença, a ABTI está buscando uma alternativa viável para a determinação. Desta maneira, a Associação propôs que se for realmente necessário manter a condição de apresentação do resultado negativo à Covid-19, que seja aceito o resultado de testes rápidos, antígeno ou anticorpos, que além de eficientes, são econômicos. Ainda, a ABTI defende que não há necessidade de o teste ser realizado em curto espaço de tempo, sendo possível renová-lo a cada 15 (quinze) dias, tendo em vista que o vírus se manifesta no corpo em até 11 dias”, diz a Associação.

Por enquanto, o impasse continua e os postos de fronteira acumulam caminhões brasileiros parados. De acordo com os motoristas, somente cargas que estejam com as documentações em dia e tributos pagos e cujos motoristas apresentem o teste negativo exigido estão passando. “De ontem para hoje não vi nenhum caminhão passando por aqui. Nem os uruguaios estão entrando, não estamos entendendo a situação. A fila já está bem grande e o pátio quase cheio”, relata o motorista Rodrigo Kohn, com exclusividade para a reportagem da Agência Transporta Brasil.

Fotos: Rodrigo Kohn – exclusivas para a Agência Transporta Brasil

Clique aqui para conhecer nosso conteúdo no Facebook

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

+ Saiba tudo do mundo do transporte rodoviário. Curta nossa página no Facebook!
Agência Transporta Brasil – ATB

COMMENTS