Knorr-Bremse inaugura fábrica em Itupeva (SP)

Fabricante de freios para veículos ferroviários e rodoviários investe R$ 100 milhões em unidade fabril visando ampliar participação no mercado da América Latina

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A Knorr-Bremse, fabricante alemã de freios para veículos ferroviários e rodoviários, passa a contar com nova unidade fabril em Itupeva (SP). Inaugurada no dia 17/4, a instalação faz parte de um plano de investimento mundial de mais de € 250 milhões em instalações de produção nos mercados globais de crescimento, distribuídos ao longo de um período de quatro anos – entre 2011 e 2014.

A unidade, orçada em R$ 100 milhões, está localizada em uma área de 153 mil m², sendo 31,5 mil m² construídos. A instalação também recebeu R$ 11 milhões em equipamentos e está apta a crescer conforme a demanda de um mercado altamente impulsionado pelos atuais investimentos e expansões da malha ferroviária brasileira.

“Hoje temos 40% a mais de capacidade de produção, além da possibilidade de aumentar as instalações, no mesmo terreno, em mais 30%. Na nova planta, nossos processos foram reestruturados e internalizamos algumas funções que nos deram maior flexibilidade na produção, na qualidade e na velocidade de atendimento ao cliente”, completa Oliver Erxleben, Presidente da Knorr-Bremse para o Brasil e América Latina.

Participação no Brasil

knorr1Atualmente, a companhia participa com 70% do market share na área sistemas de freios para trens de carga e transporte público urbano como metrôs e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Muito do crescimento foi alavancado também pelo aumento de produtos e serviços em seu portfólio, como a introdução de sistemas de portas e ar condicionado para trens de passageiros.

Outro aspecto que motivou o desenvolvimento foi o lançamento do projeto logístico promovido pelo Governo Federal, que tem como objetivo abrir corredores para melhoria da safra e produtos. Medida traz consequentemente um impacto significativo na indústria de equipamentos.

A Knorr-Bremse no Brasil corresponde hoje por cerca de 4% do faturamento do grupo, além de ser responsável por atender a demanda dos mercados da América Latina, exportando cerca de 10% de sua produção.

“Nosso principal desafio no Brasil é a constante elevação dos custos de produção/fabricação. Para manter a competitividade apostamos na importação de componentes dos países ‘low cost’ para atingirmos nossas expectativas de faturamento para 2013 e 2014, que são de R$ 400 e R$ 500 milhões, respectivamente. Hoje, 30% do nosso faturamento representa a área ferroviária e 70% a área rodoviária”, destaca Erxleben.

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