Construção de rodovias do PAC avança só 1,3 km por mês

Construção de rodovias do PAC avança só 1,3 km por mês

Diretor do Dnit reconhece que velocidade das obras deveria ser maior e afirma que dependendo da topografia do local, a obra “vai devagarinho”. Contrato para duplicação de trecho da BR-101 vai completar 11 anos

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A construção de rodovias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), contidas nos 122 contratos em vigor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) avançam a um ritmo médio de 1,3 quilômetro por mês, revela levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Os cálculos tomam por base dados do Boletim Eletrônico de Medição, que mostra a evolução mensal de 107 obras prioritárias do PAC que estão em construção. Para cada um foi encontrado o ritmo de evolução da obra, levando em conta a data de início do contrato, a data estimada para sua conclusão e a extensão a ser construída.

No trecho mais rápido, a construção da BR-230, no Pará, avançou a um ritmo de 12 quilômetros ao mês no contrato referente aos quilômetros 643,6 a 728. Essa mesma rodovia, porém, registra uma obra que está em construção há nove anos.

O contrato mais antigo do boletim refere-se à duplicação da BR-101 no Rio Grande do Sul, do quilômetro 8,8 ao quilômetro 35,9. Ele foi assinado em 27 de dezembro de 2001 e até hoje a obra não foi entregue. A previsão é que fique pronta no fim de março próximo.

A lentidão das obras do PAC é uma antiga pedra no sapato da presidente Dilma Rousseff, desde os tempos em que era “gerente” do programa, no comando da Casa Civil. Agora, dar mais celeridade a essas obras e aos investimentos públicos e privados no País é a prioridade número um do governo. A preocupação é alcançar taxas de crescimento mais robustas e dar gás para a campanha eleitoral de 2014.

“A velocidade tem de ser maior”, reconhece o diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe. “Faremos reuniões de coordenação para eliminar qualquer interferência que esteja travando o avanço das obras.”

Ele explica que a velocidade calculada, de 1,3 quilômetros por mês, compara coisas diferentes. “Não existem dois terrenos iguais”, afirma. “Dependendo de como a topografia se apresenta, vai devagarinho”, finaliza.

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