Com pouca procura por curso, fiscalização de motociclistas começa em fevereiro

Motociclistas que usam o veículo para fazer entregas ou transportar passageiros precisam passar por curso de capacitação. Procura ainda é baixa

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A vida por um fio

Faltando menos de um mês para o início da obrigatoriedade do curso de motofretista e mototaxista para os trabalhadores do setor, o movimento nas escolas credenciadas ainda é considerado baixo. No curso oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) em Curitiba (PR), foram preenchidas nove das 100 vagas oferecidas para o mês de janeiro.

O Senat é uma das principais instituições credenciadas para oferecer o curso, que tem valor de R$ 250 e 30 horas-aulas, das quais 25 são teóricas.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editada em 2010 definiu uma série de normas para o exercício das funções de mototaxista e motofretista. Algumas já entraram em vigor, porém a obrigatoriedade do curso foi adiada por diversas vezes, por pressão dos trabalhadores. Em agosto passado, quando seria iniciada a fiscalização para averiguar o cumprimento da regra, um protesto de motociclistas fechou as quatro faixas da Avenida Paulista, em São Paulo. A exigência foi então adiada para fevereiro de 2013.

Se a implantação não sofrer novo adiamento, a partir do mês que vem quem não tiver feito o curso poderá ser multado e ter o veículo apreendido. Os motoboys reclamam do preço e da disponibilidade de horários para o curso. Além do valor pago à escola, o profissional ainda terá de desembolsar R$ 60 no Detran para que o órgão emita uma nova carteira de habilitação, onde estará anotada a realização do curso.

Profissionalização

O técnico de formação profissional do Senat Reinaldo Fuzetto ressalta que as aulas são importantes para a classe, que sempre batalhou pela regulamentação da profissão. “O motoboy que tiver feito o curso vai melhorar a sua imagem no mercado de trabalho, e o setor vai mostrar que está organizado”, ressalta.

Sobre a dificuldade de alguns motoristas em encontrar tempo para a capacitação, ele lembra que o curso é rápido e ministrado em horários especiais. “Temos turmas de manhã, à tarde e à noite. A regra apareceu na mídia e as pessoas estão bem informadas, acho que talvez esteja havendo uma acomodação do profissional”, avalia. O curso tem módulos de Ética e Cidadania, Segurança sobre Duas Rodas, Legislação e Segurança no Transporte de Cargas.

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