Recessão econômica e aumento de taxas reduzem lucro da Panalpina

Com lucro bruto aproximado de US$ 370 milhões, a empresa registrou 2% de retração, frente ao mesmo período em 2011, influenciado pela recessão global no mercado de fretes aéreos e diversos aumentos de taxas realizados pelos armadores

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O Grupo Panalpina, especializado na logística da cadeia de suprimentos com frete aéreo e marítimo, atingiu no segundo trimestre de 2012, um lucro bruto aproximado de US$ 370 milhões, valor 2% menor, frente ao mesmo período em 2011, influenciado pela recessão global no mercado de fretes aéreos e diversos aumentos de taxas realizados pelos armadores.

A Panalpina despachou 7% mais TEUs do que no ano passado, crescendo mais do que o dobro do mercado (mercado: +3%). Porém o lucro bruto por TEU de frete marítimo caiu 5% à medida que transportadoras aplicaram aumentos consideráveis de taxas, em particular na rota do extremo oriente em direção ao oeste. Estes aumentos não foram totalmente repassados para os clientes no segundo trimestre.

No frete aéreo, a empresa identificou uma redução de 3% no volume movimentado, oque gerou uma contração no lucro bruto, que ficou próximo aos US$ 165 milhões, valor 6% menor que em 2011. O lucro bruto por tonelada de frete aéreo caiu 3% em relação ao ano anterior, mas foi estável quando comparado com o mesmo trimestre do ano passado.

Mesmo com o impacto negativo da crise econômica nas operações globais da empresa, a Panalpina registrou um aumento no volume do frete marítimo e aéreo e obteve um recorde de lucro bruto nas atividades na América Latina, no segundo trimestre, atingindo a marca de US$ 43 milhões (+7,5%).

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