TAM deve testar bioquerosene em outubro

Mistura de querosene de óleo de pinhão com querosene de petróleo reduziria emissões de gás carbônico e multas cobradas pela União Europeia. Voo-teste será realizado com um A-320, que decolará e pousará no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro

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Com o intuito de reduzir emissões de gás carbônico, a TAM Linhas Aéreas, em parceria com a fabricante Airbus, deverá realizar um voo-teste utilizando bioquerosene de aviação em outubro deste ano. A avaliação será realizada com uma aeronave A-320, que decolará e pousará no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro. Atualmente, os combustíveis representam 30% das despesas da companhia.

O combustível alternativo ainda passa por um processo de certificação. Seria uma mistura de até 50% de bioquerosene de óleo de pinhão manso com querosene de petróleo. Os altos custos de produção não permitem a viabilização do uso do biocombustível em 100% da frota. “A ideia é acrescentar 1% no primeiro ano e ir crescendo à medida em que se tornar mais competitivo”, diz o gerente de combustíveis da TAM, Paulus Figueiredo.

Caso implementada, a medida evitaria multas cobradas pela União Europeia. “A TAM calcula que teria de pagar entre 3 e 6 milhões de euros por ano por suas emissões em rotas para a Europa”, explica o executivo. “Com a adição do bioquerosene, a redução da multa é proporcional ao porcentual do biocombustível”, finaliza.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil, com informações de Abril.com

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