Importações recuam 57% em 2010 (MT)

No período, o volume importado pelas empresas mato-grossenses somou US$ 19,343 milhões, contra US$ 45,124 milhões em 2009

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Após cinco anos consecutivos de crescimento, as importações pelo Porto Seco de Cuiabá apresentaram a surpreendente queda de 57,14% no primeiro trimestre de 2010, em relação aos números do ano passado. No período, o volume importado pelas empresas mato-grossenses somou US$ 19,343 milhões, contra US$ 45,124 milhões em 2009. Os números foram divulgados ontem pela área de Logística da Estação Aduaneira do Interior (Eadi), que funciona no Distrito Industrial de Cuiabá.

De acordo com o gerente de logística do Porto Seco, Elton Erthal, a principal causa da retração nas importações foi a desaceleração das indústrias fornecedoras em 2009, principalmente na Europa e Ásia. “A crise mundial do último trimestre de 2008 inibiu a produção industrial das empresas. Com isso, elas não deram conta de atender à demanda dos países importadores. O Brasil também foi afetado e aqui em Mato Grosso pudemos sentir este reflexo no volume das importações”, disse.

Ele afirmou que a boa tolerância das empresas ante a crise manteve a volúpia dos empresários mato-grossenses pelas compras externas. “Os pedidos no ano passado praticamente foram mantidos, porém, os negócios não foram efetivados por falta de produção da indústria em outros países”.

Segundo Elton, a queda das importações no primeiro trimestre ficou acima do previsto, mesmo considerando a retração normal dos negócios no início do ano.

2009 – No ano passado, as importações, via Porto Seco, avançaram 23,34%, passando de US$ 159,99 milhões para US$ 197,34 milhões. Curiosamente, o saldo positivo foi garantindo com o resultado do primeiro semestre de 2009, que renderam um volume de US$ 128,52 milhões em importações, contra US$ 65,83 milhões em igual período do ano anterior, um incremento de 95,23%.

Já no segundo semestre do ano passado as empresas mato-grossenses começaram a sentir o reflexo da queda da produção industrial nos países exportadores, tanto que houve um recuo de 27% no volume das importações, que caíram de US$ 94,16 milhões para US$ 68,81 milhões. Máquinas para a indústria, pneus, peças, agroquímicos (defensivos agrícolas) e matéria-prima para indústria plástica e da borracha foram os produtos mais procurados pelos importadores mato-grossenses no ano passado.

CÂMBIO – Na avaliação de Elton Erthal, o câmbio praticamente estabilizado na casa de R$ 1,70 continua favorecendo as importações. “Se o dólar continuar no atual patamar, a tendência é de que as importações sejam retomadas”, analisa. Ele acredita que o câmbio deverá reverter o desempenho das importações nos próximos meses. “De uma forma geral, os importadores mato-grossenses têm demonstrado interesse em comprar através do Porto Seco e estão conseguindo bons resultados”.

EXPORTAÇÕES – O Porto Seco está trabalhando no sentido de atrair empresas interessadas a exportar pela aduana. No ano passado, após um período de estagnação, as exportações foram retomadas com um carregamento de 300 toneladas de algodão em caroço. Para 2010, a aduana espera imprimir um movimento mais forte com a venda de produtos agrícolas e extrativistas. Os produtos a serem exportados serão madeira, algodão, soja orgânica, milho e feijão. Os contrato com as empresas importadoras já estão assinados, garante o gerente de logística.

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