Governo aplicou mais de R$ 1,5 bi nas rodovias do Paraná desde 2003

Os investimentos em obras de recuperação, duplicação, pavimentação e conservação abrangeram 8,1 mil quilômetros de vias pavimentadas e não pavimentadas

Movimento do dólar contribui para alta nas importações
Exportações têm melhor resultado do ano no Ceará
Trilhos da Norte-Sul chegam ao Tocantins

Desde 2003, o Governo do Paraná aplicou cerca de R$ 1,5 bilhão nas rodovias do estado. Os investimentos em obras de recuperação, duplicação, pavimentação e conservação abrangeram 8,1 mil quilômetros de vias pavimentadas e não pavimentadas. “É o maior programa de melhorias de rodovias dos últimos 25 anos”, disse o secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot.

Ele lembra que em 2002, levantamentos do Departamento de Estradas de Rodagem indicavam que 40% das rodovias do Paraná encontravam-se em situação péssima ou ruim. “Tínhamos atingido o pior índice de história do estado. O Paraná vinha perdendo anualmente 700 quilômetros de rodovias”.

Para paralisar essa deterioração e reverter o quadro, o DER executou em um primeiro momento um amplo trabalho de intervenções localizadas. “Enquanto isso, nossos engenheiros trabalhavam na elaboração de um programa de recuperação tecnicamente possível e financeiramente viável”, afirma Tizzot.

Com o passar dos meses e anos outros serviços foram contratados e as obras começaram a modificar o panorama das rodovias em todas as regiões do estado. Municiado de levantamentos técnicos, os engenheiros do DER definiram, de acordo com a situação de cada rodovia, a intervenção a ser realizada.

“Trabalhamos com equipes do próprio DER e com a contratação de recuperações leves, médias ou pesadas. Tudo isso levando em conta a situação da via e o tráfego que ela recebe. Esta avaliação, feita pelo experiente corpo de funcionários do DER, foi fundamental para que pudéssemos distribuir os recursos e abranger todo o estado”, explica o secretário.

Os investimentos tiveram resultado e o índice de rodovias ruins e péssimas que chegou a 40%, hoje não passa de 10%, número próximo ao de países desenvolvidos. “São estradas de pouco ou baixíssimo tráfego, mantidas com operações rotineiras de tapa-buracos”, afirma Tizzot. Isso também foi confirmado por duas publicações nacionais: o anuário da revista Exame e o Guia Rodoviário da Quatro Rodas. Nas revistas foi destacada a qualidade da malha rodoviária do Paraná.

Conservação – um dos programas em andamento elaborado pelo DER é o Conservação Total. A ideia é fazer, até o fim de 2010, intervenções em praticamente todas as rodovias do estado integrando várias ações de conservação.

De acordo com Tizzot, investir no momento certo pode salvar uma rodovia.“Estudos técnicos mostram que cada real aplicado em serviços rotineiros de conservação evita o gasto de oito reais em obras de recuperação”.

Entre os serviços estão a conservação com tapa buracos, roçada da vegetação, limpeza de canaletas/bueiros e das margens das estradas e, ainda, a intensificação no combate ao excesso de peso. Somados a isso, a recuperação localizada de pavimentos e a recuperação de toda a extensão das vias.

“Os investimentos seguem um planejamento técnico elaborado pelo DER para manter o que foi recuperado, recuperar estradas que foram se degradando ao longo do tempo e também conservar trechos para que esses não venham a apresentar problemas no futuro”, acrescenta.

O programa busca ainda estabelecer a cultura de conservação no Departamento. “O Conservação Total tem que continuar nos próximos anos com o objetivo de estabelecer uma programação técnica de execução de serviços diários e rotineiros que evitam a degradação prematura das estradas”, diz.

Link para a matéria original

COMMENTS