Carrefour e Renner aquecem disputa pela venda eletrônica

A previsão é de que as vendas pela internet continuem a crescer mais do que em todos os outros setores do varejo

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A entrada da última gigante varejista no comércio eletrônico (e-commerce), a supermercadista Carrefour, além da rede de vestuário Renner, que está entre as maiores do segmento, e de redes médias que também começam a entrar no setor, agitam o e-commerce neste início de ano. A previsão é de que as vendas pela internet continuem a crescer mais do que em todos os outros setores do varejo. Segundo a E-Consulting Corp, o varejo on-line totalizará, neste ano, R$ 24,9 bilhões – aumento de 14,22% em relação a 2009. Ano passado, de acordo com a consultoria especializada em e-commerce e-bit, a expectativa é que o setor tenha crescido 28% [dados ainda não consolidados] -embora apenas 25% das pessoas que acessam a internet no Brasil sejam de fato e- consumidores- e mostra o enorme potencial desse mercado.

O Carrefour, que ensaiava sua entrada no mercado, afirma que seu e-commerce está em fase final e preparado para começar a operar até o fim deste primeiro trimestre. Segundo a companhia, “a loja virtual faz parte dos investimentos de R$ 2,5 bilhões da rede no Brasil até 2011 e é umas das apostas da varejista no País”, afirmou, por meio de comunicado.

Para especialistas, as redes que têm entrado “atrasadas” no setor devem buscar criar sites modernos, já com novas ferramentas de navegação e atrativos para o consumidor, para se diferenciar dos seus concorrentes. Segundo Alessandro Gil, diretor da Ikeda, empresa especializada em desenvolvimento de comércio eletrônico, o Carrefour, por exemplo, deve adotar uma estratégia agressiva de preço também no seu e-commerce, além de investir em serviços e vender categorias como informática, eletroeletrônicos e utilidades domésticas.

“O Carrefour já está entrando em um mercado muito competitivo. O Ponto Frio cresceu muito, o Extra melhorou seus serviços e mesmo o Walmart, que é mais recente, está com excelente desempenho. Com as fusões ocorridas no setor, as redes vão incrementar suas operações: a B2W, por exemplo, tem investido mais em marketing também”, diz. Para ele, a tendência é de que a redes percebam o e-commerce como cada vez mais importante para seus resultados, inclusive redes médias e menores.

Vestuário

No setor de vestuário, deve entrar no setor ainda este semestre a Renner. De acordo com a companhia, sua loja virtual está em fase de testes para entrar no ar. José Galló, presidente da rede, havia afirmado anteriormente ao DCI que a intenção é comercializar pela internet apenas itens como relógios e perfumes. Não há intenção de vender roupas, devido à dificuldade de padronização de tamanhos, mas peças lingerie podem ser vendidas no futuro.

A logística do site deve ser separada da das lojas físicas e terceirizada. A rede gaúcha afirma já ser uma das maiores vendedoras de perfumes do Brasil, um mercado forte e em que a empresa diz comercializar mais de 20 marcas importadas como Kenzo, Givenchy e Ralph Laurens.

Esta semana, a segunda maior rede de departamentos do País divulgou seus resultados e afirmou que em 2010 pretende investir R$ 140 milhões na abertura de lojas, o que deve incluir a chegada à internet. A ideia é dobrar os investimentos com relação ao ano passado para ganhar mercado na concorrência e abrir lojas de rua, com inauguração da primeira unidade deste modelo na cidade de São Paulo prevista para abril. Até então, a rede terá estado presente apenas em shopping centers. “Vamos buscar mais áreas comerciais fora de shopping centers”, conta José Carlos Hruby, diretor da Renner. Hoje, 93% das 120 lojas da rede estão concentradas em shoppings.

Nicho

O Mercado Livre, empresa que oferece soluções de comércio eletrônico e funciona como canal de venda e de anúncios de produtos, também divulgou seus resultados e afirma estar otimista com o segmento. Em 2009, a empresa, que está em 12 países da América Latina, faturou US$ 172,8 milhões, crescendo 26,1%.

De acordo com Stelleo Tolda, presidente de operações internacionais e COO do grupo, os bons resultados podem ser atribuídos a inovações e melhorias que estão sendo feitas no site, além de iniciativas como classificados gratuitos e links patrocinados. “Essa iniciativa de links patrocinados ainda é pequena, mas está crescendo muito. Já temos muitos anunciantes, incluindo grandes empresas e varejistas como Ponto Frio, Extra e Brastemp. Um terço de quem navega na internet hoje no Brasil navega no Mercado Livre, e esse público interessa a qualquer empresa”, diz.

Ano passado os usuários ainda comercializaram no site um volume de US$ 2,75 bilhões, ou seja, um crescimento de 32% sobre o ano anterior. O site, que começou apenas como modelo de leilão, ampliou os negócios e hoje, do total de itens vendidos, 80% são novos, e 90%, vendidos a preço fixo.

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