Dnit defende ampliação do orçamento para hidrovias

“Os rios brasileiros estão ficando cada vez mais largos e rasos por não haver, no país, um programa de drenagem”, disse Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)

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O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, defendeu hoje (21) uma mudança na matriz brasileira de transporte para incentivar o uso das hidrovias no país. Pagot participa de um café da manhã com a Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog) da Câmara dos Deputados.

“Os rios brasileiros estão ficando cada vez mais largos e rasos por não haver, no país, um programa de drenagem”, disse Pagot. “Deveríamos fazer o que o mundo faz, que é aprofundar os rios para preservar a água doce, produzir energia limpa e torná-los navegáveis”, acrescentou.

Segundo ele, com investimentos de cerca de R$ 3 bilhões nos próximos quatro anos será possível construir quatro eclusas (funcionam como degraus ou elevadores para navios, facilitanto a navegação onde há desníveis) que permitirão tornar navegáveis 2,2 mil quilômetros do Rio Tocantins.

“E com R$ 10 bilhões teremos condições de ampliar a navegabilidade da Hidrovia Paraná-Tietê dos atuais 800 quilômetros para cerca de 2 mil. Isso significa tirar de circulação veículos poluentes das estradas”, informou o diretor do Dnit.

“A principal mudança necessária é a da matriz de transporte”, concluiu. (Pedro Peduzzi-Repórter da Agência Brasil)

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