Reestruturada, OceanAir amplia fatia de mercado

Em 2009, a companhia estuda a retomada de sua operação internacional com a primeira rota para Angola

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Seis meses após de uma reestruturação que tornou a empresa menor, a OceanAir se prepara para alçar vôos mais longos. Em 2009, a companhia estuda a retomada de sua operação internacional com a primeira rota para Angola. No mercado doméstico, a empresa aumentou sua participação em 66,7% nos últimos seis meses , achegando a 2,5% de market share nos vôos nacionais.

O presidente da OceanAir, José Efromovich, disse que até março a empresa define se inicia ou não o vôo para à África. É a segunda companhia brasileira que vê na África oportunidade para crescer. A TAM deverá iniciar no segundo semestre de 2009 vôo para a África do Sul.

“Pela concessão temos até o meio do ano para iniciar o vôo. Assim, nossa equipe está avaliando se é ou não viável”, disse Efromovich. A OceanAir iniciou sua operação internacional em setembro de 2007, com o primeiro vôo para a Cidade do México. A rota não durou um ano, e em maio deste ano, em meio à crise do petróleo, a empresa decidiu “abortar” a operação não lucrativa.

“Entregamos a concessão da rota da Cidade do México. Não fazia sentido manter uma operação que não nos deu o retorno esperado. Usávamos o Boeing 767, que não era econômico e no auge da crise do petróleo ficou inviável”, disse Efromovich.

Outro plano para 2009, segundo o executivo, é a compra de um novo lote de aeronaves pelo Grupo Synergy, no qual a OceanAir está integrada. Um dos jatos que serão avaliados é o 195 da Embraer. “Neste mês a Embraer nos mostrou os estudos de viabilidade para o jato 195. É um ótimo avião. Mas até maio definimos qual será o modelo que encomendaremos”, disse Efromovich, acrescentando que se o mercado doméstico se recuperar nos próximos anos é possível que a OceanAir opere jatos da Embraer no País.

Quanto ao mercado doméstico em 2009, Efromovich prevê tempos difíceis. Segundo ele, o transporte de passageiros no Brasil deverá crescer cerca de 3%, num mercado que durante os últimos anos crescia acima de dois dígitos. “É muito ruim mesmo e sobreviverão aquelas empresas que estiverem estruturadas”, ressaltou.

A estimativa de Efromovich, apesar de pessimista, está em linha com a perspectiva da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que previu um crescimento de 4% para o mercado doméstico. Neste ano, a estimativa da agência é um aumento de até 7%. Nos últimos três anos, o Brasil experimentou um “boom” na aviação comercial, com crescimentos de até 19% ao ano.

Segundo Efromovich, a OceanAir, com a reestruturação, que culminou com a redução de 10 aeronaves na operação, já conseguiu atingir uma taxa de ocupação de 80% em novembro. Em janeiro, com 24 aviões em operação, a companhia tinha uma ocupação de 50%. Além disso, a receita por assento (Rask) chegou a R$ 20,23 em novembro ante R$ 10,07 apurado em janeiro deste ano.

“Com a operação reduzida conseguimos manter a lucratividade, pois, nosso maior foco foi o passageiro. Acredito que, mesmo com a chegada da Azul no mercado, estamos preparados para enfrentar a concorrência. Fizemos o dever de casa.”

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