Montadoras prevêem queda nas vendas de até 15% no ano

Apesar dos bons resultados do primeiro trimestre de 2009, dirigentes da Fiat, Ford, General Motors (GM) e Volkswagen reunidos em São Paulo disseram que o ano deve ser de retração

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Representantes das quatro maiores montadoras de veículos do país afirmaram esta semana que as vendas de veículos devem cair até 15% este ano, na comparação com o ano passado. Apesar dos bons resultados do primeiro trimestre de 2009, dirigentes da Fiat, Ford, General Motors (GM) e Volkswagen reunidos em São Paulo disseram que o ano deve ser de retração.

“Devemos vender 2,4 milhões de unidades. No ano passado, vendemos 2,8 milhões”, disse Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, em entrevista coletiva na sede da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

Ardila esteve na entidade assinando um acordo para distribuição de cartilhas que promovem o uso do etanol como combustível. Ele também falou com a imprensa sobre as perspectivas do setor automotivo e, assim como os demais representantes de montadoras, reconheceu que elas não são boas.

“Temos uma previsão modesta, mas estamos trabalhando que a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] vá durar só até junho”, disse.

Célio Galvão, gerente de imprensa da Ford, ratificou as previsões de Ardila e afirmou que nem a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vai inverter o cenário de retração. Segundo ele, independentemente da recuperação do mercado interno, o volume de exportações caiu muito. “Não há mercado”, disse ele, citando a situação de países como o México e a África do Sul, dois dos principais destinos de carros brasileiros.

Para Antonio Megale, diretor de Relações Institucionais da Volkswagen, o governo deveria centrar suas atenções no crédito para que as vendas no Brasil possam apresentar melhores resultados. Segundo ele, desde o início da crise, as condições de financiamento oferecidas aos consumidores pioraram muito e, hoje, ainda estão longe da normalidade.

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