Prazo apertado para as obras

Especialistas recomendam medidas urgentes nos aeroportos para o caos aéreo não voltar a transtornar a vida de passageiros

Capital cearense sem estrutura para implantar rodízio
Funcionários da Boeing adiam greve por 48 horas
ICMS: Operador Logístico, Subcontratação e Direito a Crédito

Sem modal ferroviário e com rodovias esgotadas, o transporte aéreo ganhará importância na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Especialistas recomendam medidas urgentes nos aeroportos para o caos aéreo não voltar a transtornar a vida de passageiros.

Respicio Espirito Santo Jr., professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), critica a falta de planejamento da Infraero ao dar a largada nos investimentos motivada por “dois eventos de escala planetária” – a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

– Falta preocupação com o nível de serviço, de conforto para o passageiro e de eficiência nos terminais – reclama.

É importante também desafogar os aeroportos paulistas porque problemas na operação causam um efeito dominó no país.

Uma das soluções apontadas pela Infraero para aliviar as operações em horários de pico seria a redistribuição de voos. Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont (RJ) têm capacidade limitada para voos nos horários de pico, embora comportem novas operações nos demais períodos.

– Mas não adianta distribuir voos para horários menos movimentados, porque a maior parte das viagens são a negócio no país – aponta Elton Fernandes, professor de produção e transporte da UFRJ.

Um dos dois principais pontos de conexão para outras regiões do país, o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, também dá sinais de esgotamento. O terminal tem problemas crônicos de estrutura, tanto na área de circulação de aeronaves quanto no fluxo de passageiros. Nos horários de maior movimento, as filas tomam conta de todos os espaços, chegando a ficar do lado de fora do terminal.

Não é por menos. Com capacidade para 10 milhões de passageiros, o terminal de passageiros do aeroporto da capital federal recebeu 12,2 milhões de pessoas em 2009.

– O movimento cresceu e a capacidade do aeroporto ficou para trás. O maior gargalo é o fluxo de tratamento de passageiros – alerta Adir Silva, professor do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da Universidade de Brasília.

No aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, também há aglomerações de viajantes em determinados horários. Por isso, a Infraero pretende modernizar o terminal de passageiros.

Próximo a Curitiba, o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, encontra-se no limite da capacidade. A construção da terceira pista se arrasta desde 1999. Situado em área de formação de nevoeiros, seria necessária a instalação do ILS-3 (que permite a operações mesmo em condições climáticas adversas).

Link para a matéria original

COMMENTS