Abraciclo prevê desempenho inferior em 2009

A estimativa é que os números deste ano fiquem iguais ou próximos aos de 2007, ou seja, com 1,7 milhão de unidades produzidas e 1,6 milhão de motocicletas comercializadas

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O desempenho do setor de duas rodas em 2009 não será bom como foram os anos anteriores, em função da dificuldade de acesso ao crédito. A avaliação é de Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

De acordo com Paes, a estimativa é que os números deste ano fiquem iguais ou próximos aos de 2007, ou seja, com 1,7 milhão de unidades produzidas e 1,6 milhão de motocicletas comercializadas.

“A associação está trabalhando para que medidas possam ser implementadas e função desta situação, para que possamos tentar uma reativação na recuperação do mercado”, diz o diretor da Abraciclo.

De acordo com dados das associadas da Abraciclo, a produção de motocicletas cresceu 9,60% em fevereiro, em comparação com o mês anterior, somando 81.494 unidades. No entanto, foram comercializadas 4,64% a menos em relação a janeiro, totalizando 92.335 unidades.

Desde dezembro, a entidade busca alternativas com o governo brasileiro para auxiliar o setor. “Umas das medidas que estamos em negociação é em relação aos financiamentos, porque as exigências dos bancos estão muito maiores do que algum tempo atrás”, acrescenta Paes, avaliando que o número de financiamentos está bem abaixo dos 60% registrado em setembro de 2008.

No entanto, ao final do ano passado, as empresas que atuam no pólo industrial de Manaus conseguiram ajuda do governo com alguns incentivos, incluindo a redução do Imposto sobre Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre o gás liqüefeito de petróleo, o parcelamento do ICMS e a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Todos estes incentivos tem validade de três meses, ou seja, até 31 de março de 2009. “Em contrapartida, as empresas se comprometeram com o governo a não realizar demissões até o prazo estipulado”, enfatiza Paes.

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