Licitações aquecem ferroviário e regra para trem-bala sai em junho

O esperado projeto do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como "trem-bala", que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, já despertou o interesse de empresas de seis países e governos, segundo Paulo Sérgio Passos, secretário executivo do Ministério dos Transportes

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A disputa pelas licitações do setor ferroviário cresce a cada concorrência, mesmo em tempos de turbulência econômica. O esperado projeto do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como “trem-bala”, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, já despertou o interesse de empresas de seis países e governos, segundo Paulo Sérgio Passos, secretário executivo do Ministério dos Transportes. Para ele, o edital do leilão sairá perto do dia 15 de junho. “Com isso faremos o leilão no início do segundo semestre de 2009”, comentou.

Passos revelou que tem interesse no trem-bala grupos da Coreia do Sul, Japão, Alemanha, França Itália, e, mais recentemente, da China. Multinacionais como Alstom e Siemens, além da China Railway Materials (CRM), estatal do setor de transportes, crescem o olho no projeto de US$ 11 bilhões.

O secretário informou que os estudos de viabilidade serão liberados em abril, quando o governo revelará qual traçado deseja para o trem. No mesmo dia, o levantamento técnico irá a audiência pública, com a expectativa de que seja encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) em maio. O traçado definido será um referencial e os proponentes poderão fazer adaptações, dentro de limites determinados. Além das paradas nas capitais e a extensão até Campinas, o trem poderá chegar em São José dos Campos.

Ele esclareceu que os planos não mudaram: o TAV São Paulo-Rio será construído e operado pelo setor privado. “Não haverá uma estatal para construir e operar o trem-bala”, disse, e explicou que a estatal mencionada antes seria um órgão encarregado apenas da absorção e da administração da transferência de tecnologia. “Esse órgão faria a interlocução entre concessionárias, fornecedores de tecnologia e universidades”, disse, confirmando que estão em análise eventuais conexões Belo Horizonte e Curitiba.

Cargas

Outra concorrência que promete esquentar é a expansão da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste). Segundo Samuel Gomes, presidente da estatal, ao longo de 2009 “serão divulgados os estudos de viabilidade técnica e ambiental com vistas à construção dos novos ramais”. As novas linhas vão articular o escoamento da produção no Mato Grosso do Sul, Oeste de Santa Catarina e Paraguai para os portos do Paraná. Atualmente a Ferronorte liga Cascavel a Guarapuava. A Ferroeste divulgou o resultado da licitação para a compra de 500 vagões. Disputaram Santa Fé, Randon e Amsted Maxion; esta última ficou à frente, depois de 36 lances, vencendo a licitação pela menor oferta de R$ 208,4 mil por vagão, o que representou uma economia de R$ 43,8 milhões para a ferrovia do Governo do Paraná.

A disputa de licitações do setor ferroviário crescerá com o trem de alta velocidade que ligará São Paulo e Rio de Janeiro, o edital de cujo leilão deve sair perto de 15 de junho.

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