Área de porto público e privado persegue eficiência e aportes

À frente da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Brito comentou que espera que o setor privado aporte até R$ 19 bilhões nas docas brasileiras, para acelerar sua infra-estrutura

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Em Londres, o Ministro dos Portos, Pedro Brito, defendeu o lançamento de ações, no mercado, dos principais portos brasileiros, em um momento em que o segmento portuário do País vai em busca de ajustes necessários à resolução dos gargalos, o que inclui a acirrada discussão de onde entra, e até onde vai, a participação privada neste contexto. Enquanto isso, o Porto de Navegantes, privado e administrado pela Portonave S.A. Terminais Portuários de Navegantes, completa um ano de atividade, com a meta de aumentar em 10 vezes seu volume de operações dentro de três anos.

À frente da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Brito comentou que espera que o setor privado aporte até R$ 19 bilhões nas docas brasileiras, para acelerar sua infra-estrutura – em sua maioria administradas pelo Governo Federal ou pelos estados. Ele também citou o Porto de Santos (SP) e o Porto do Rio Grande (RS), como unidades potenciais aos futuros IPOs (oferta inicial de ações).

Outro entrave que a SEP tenta resolver é o problema da falta de dragagem (aprofundamento do canal), que impede a atracação de navios maiores. Ontem, a secretaria fechou o segundo convênio, que incluiu o Porto do Rio Grande no Plano Nacional de Dragagem (PND), para que sejam investidos R$ 200 milhões, sendo R$ 150 pelo executivo federal e R$ 50 milhões por parte do Governo Estado do Rio Grande do Sul. As obras aprofundarão o acesso ao Rio Grande de 14 metros para 18 metros, que deve permitir a entrada de navios de porte maior, os chamados pós-panamax, ocasionando um incremento de 35% no volume de carga e descarga.

Navegantes

O Porto de Navegantes, administrado pela Portonave e criado pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e pela panamenha Backmoon Investments Inc., fechou um ano de operações tendo recebido 233 navios e movimentado um total de 170 mil TEUs (cada TEU corresponde a um contêiner de 20 pés). A meta é dobrar esse movimento em 2009, para, em três anos, atingir a casa de um milhão de TEUs. “Já temos capacidade instalada para suportar esta operação”, falou o superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas. Até o final do ano, a expectativa é de que o Navegantes receba 350 navios e movimente 250 mil TEUs.

O ministro dos Portos, Pedro Brito, defendeu o lançamento de ações dos principais portos públicos, enquanto o privado Portonave quer crescer 10 vezes seu volume de operações. (Fabíola BinasAgências Internacionais)

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