Banco do Brasil e Apex vão capacitar micro, pequenos e médios empresários

Eles poderão fazer 30 tipos de cursos, como os de financiamento e linhas de crédito, normas do Banco Central e mudanças das regras cambiais

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Um convênio assinado pelo Banco do Brasil (BB) e pela Agência Brasileira de Promoções de Exportações (Apex-Brasil) pretende viabilizar a capacitação de micro, pequenos e médios empresários para vender produtos e serviços para o exterior. Eles poderão fazer 30 tipos de cursos, como os de financiamento e linhas de crédito, normas do Banco Central e mudanças das regras cambiais.

O termo de cooperação prevê o uso da estrutura física do BB para realização de treinamentos em todo o país e deixa disponível o portal eletrônico Balcão de Comércio Exterior no site do banco para a compra, venda e exibição de mercadorias (loja virtual). Em três anos, o balcão fez 6 mil operações que totalizaram US$ 28 milhões. Há 25 mil empresas exportadoras no Brasil – 85% a 90% dessas tem conta no BB e 8 mil são cadastrados no Balcão de Comércio Exterior.

De acordo com o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB, Allan Simões Toledo, o objetivo do convênio com a Apex-Brasil é criar novos exportadores e expandir a base de comércio, incrementando em 30% o movimento no balcão até dezembro. O banco já oferece cursos sobre exportação há 20 anos e pretende levar treinamentos para as 70 entidades empresariais cadastradas pela Apex-Brasil.

De acordo com o presidente da Agência Brasileira de Promoções de Exportações, Alessandro Teixeira, os cursos ajudam os empresários a entender melhor o comércio de exterior e saber o tipo de informação que precisam para decidir, por exemplo, se vendem diretamente ao exterior ou usam os serviços de uma trading (empresa de importação e exportação).

“A gente está utilizando uma janela de oportunidade que o comércio exterior está dando, com o processo de competição com a China e o congelamento das compras dos Estados Unidos, para quando retomar o comércio internacional a gente estar bem colocado, bem treinado e preparado”, acredita Teixeira. Até o fim do ano, acrescentou, a Apex-Brasil terá realizado 745 eventos de promoção comercial.

Além das capacitações, o Banco do Brasil garante e viabiliza transações comerciais, fazendo o contato entre as partes, a contratação de transportadora, concedendo o crédito e fazendo o repasse da ordem de pagamento após a entrega dos produtos. O valor médio das operações efetuadas pelo BB, por meio do balcão, é de US$ 4,5 mil e pode chegar até US$ 50 mil (conforme autorização do Banco Central para a declaração simplificada de exportação).

O interesse do banco é fidelizar novos exportadores. “Quando você apoia o pequeno e médio empresário na primeira exportação, ele sente e se torna um cliente cativo do banco”, avalia o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB. Ele acredita que a empresa exportadora venha no futuro a optar pelo banco para fazer pagamento de funcionários e seguros, levantar capital de giro e vender no mercado interno. “Dessa confiança sai um relacionamento de longo prazo, que é o que o banco espera.”

De acordo com o IBGE, há quase 15 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil, que empregam cerca de 29 milhões de pessoas (4,5 milhões com carteira assinada) e são responsáveis por 99% dos negócios feitos no país. Segundo legislação, as micro empresas têm faturamento de até R$ 240 mil e as pequenas empresas de R$ 240 milhões.

Nos últimos 12 meses, as agências do Banco do Brasil no exterior aumentaram significativamente o volume de depósitos de exportação. Segundo Allan Toledo, na agência do banco em Nova York, por exemplo, a média diária do dinheiro depositado subiu de US$ 400 milhões para US$ 4 bilhões, após o governo autorizar que 100% dos valores das exportações sejam mantidos no exterior (em operações de Antecipações de Contrato de Crédito – ACC). O vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB atribui o crescimento à migração de recursos depois da crise por causa da quebra dos bancos americanos.

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