Helibras investe R$ 420 milhões no Sul de Minas

O vice-presidente da Helibras, Eduardo Mauad, apresentou o projeto ontem, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) a potenciais fornecedores mineiros

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Nos próximos três anos, o município de Itajubá, a 561 km de Belo Horizonte, vai acompanhar o surgimento de uma segunda fábrica de helicópteros da Helibras. O volume total de investimentos é de R$ 420 milhões, sendo R$ 250 para a fábrica e o restante para hangares, galpões e centros de treinamento. O projeto, fruto de um contrato com o governo federal de R$ 1,9 bilhão, vai abrigar a construção de 50 helicópteros Cougar H XBE 725.

O vice-presidente da Helibras, Eduardo Mauad, apresentou o projeto ontem, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) a potenciais fornecedores mineiros. O objetivo é chegar a 50% do valor agregado da aeronave em termos de fabricação local.

A nova planta da Helibras em Itajubá terá uma fábrica com hangar para abrigar de dez a 12 aeronaves em produção, bancos de provas, piso pavimentado de pista com 23 mil m², ensaios de solo e voo, além de cabine de pintura, num total de 35 mil m². O processo de licenciamento ambiental para iniciar as obras ainda está em curso, mas deve sair em 90 dias.

Em 2009, o faturamento da Helibras será praticamente o mesmo de 2008 – de R$ 112 milhões -, sem respingos da crise mundial, como aconteceu na indústria de aviões, onde a também brasileira Embraer foi atingida e deixou cerca de 4.200 desempregados. Com encomendas fixas, Mauad acredita que a crise na Helibras deve chegar em 2011, mas não será tão grave, porque vai coincidir com a produção dos 50 helicópteros para o governo brasileiro.

Para Carlos Fructuoso, diretor administrativo da Linear Equipamentos Eletrônicos, de Santa Rita do Sapucaí, a 40 km de Itajubá, o empresário mineiro não está preparado para atender a esta demanda. “Mas vamos apertar o máximo, fazer o que é preciso, é o nosso ‘metier’”, afirmou o fabricante de radares, piloto automático e outros equipamentos.

Mercado – Produção. Há 31 anos no Brasil, a Helibras produziu quase 600 helicópteros, sendo 480 em operação. O mais vendido é o Esquilo de U$S 2,8 a US$ 2,9 milhões. Os clientes executivos desapareceram com a crise.

Emergente. O mercado emergente é o de óleo e gás. Empresas desses segmentos, a exemplo da Petrobras, vão precisar de mais helicópteros, devido à exploração do pré-sal. O modelo civil, para este caso, custa de 16 a 18 milhões de euros.

– 1.500 empregos indiretos serão gerados na área de subfornecedores.

Oportunidade – Expansão abre 300 vagas. Mecânicos de montagem (chapeadores e eletricistas), que tenham concluído curso pelo Senai, e mecânicos de manutenção aeronáutica podem concorrer a uma vaga de emprego na Helibras. Com o processo de expansão, a empresa está abrindo 300 novas vagas.

Para mecânico de montagem, são até 200 vagas com salários de R$ 2.000 a R$ 3.000. Para mecânico de manutenção aeronáutica, a remuneração mensal ultrapassa R$ 4.000. Para o cargo, haverá até 25 vagas, mas o interessado precisa ter concluído o curso de manutenção aeronáutica, que tem duração de dois anos.

A Helibras oferece vagas também para engenheiros aeronáuticos e de projetos de instalação de equipamentos aviônicos. “Vamos dobrar o número de empregados e a área construída”, ressalta o vice presidente da Helibras, Eduardo Mauad em referência à contratação de mais 300 pessoas.

Os interessados podem fazer o cadastro do currículo no endereço eletrônico da empresa: www.helibras.com.br.

Flash – 70% é o percentual do acionista majoritário, a Eurocopter. Os outros 25% são da MGI, do Governo de Minas, e 5% da Bueinvest de SP. 53% da frota de helicópteros a turbina em operação no país são da Helibras.

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