Transpetro anuncia contrato para construção de mais cinco petroleiros

Os navios, que custarão cerca de US$ 500 milhões, serão destinados ao transporte de óleo cru e terão capacidade para transportar 110 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente a 700 mil barris de petróleo

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A Transpetro anunciou hoje (7) a assinatura de contrato com o Estaleiro Atlântico Sul para construção de cinco petroleiros Aframax, previstos em seu Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

Os navios, que custarão cerca de US$ 500 milhões, serão destinados ao transporte de óleo cru e terão capacidade para transportar 110 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente a 700 mil barris de petróleo, elevando para 88,6% do total previsto a tonelagem já contratada para a primeira fase do programa.

Nessa etapa deverão ser construídos 26 navios de grande porte, ao custo de US$ 2,5 bilhões: cinco Aframax, dez do tipo Suezmax, quatro do tipo Panamax, quatro de produtos e três de GLP (gás liquefeito de petróleo), os chamados gasistas.

Para a segunda fase, está prevista a construção de 23 navios de grande porte, ao custo de US$ 1,3 bilhão. Nas duas etapas, serão construídos 49 navios, no valor de US$ 3,8 bilhões, acrescentando 680 mil toneladas de porte bruto à capacidade de transporte da subsidiária de logística e transporte da Petrobras. A segunda etapa começou em julho, com o envio dos editais aos estaleiros convidados. Em breve serão entregues as propostas comerciais.

O contrato foi firmado com o estaleiro Atlântico Sul porque o consórcio Rio Indústria Naval, vencedor da licitação referente aos cinco petroleiros Aframax e quatro Panamax, desistiu do negócio. Segundo a Transpetro, pelas regras do Promef, os novos contratos terão as mesmas bases da proposta do Rio Indústria Naval. “O consórcio alegou não ter chegado a um acordo para arrendamento da área do antigo Estaleiro Ishibras, no Caju. Daí a desistência.”

A Transpetro continua negociando com o Estaleiro Ilha (Eisa) a transferência da construção dos quatro Panamax, que ficariam a cargo do Rio Naval. (Nielmar de Oliveira-Repórter da Agência Brasil)

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