Concessionárias apontam aumento nos juros de financiamento de carros

Segundo Sérgio Antonio Reze, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) - entidade que representa mais de 4 mil concessionárias do país -, quem pretende financiar a compra de um carro atualmente vai pagar juros mais altos

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A crise econômica internacional já começa a trazer prejuízos aos consumidores nacionais. Segundo Sérgio Antonio Reze, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) – entidade que representa mais de 4 mil concessionárias do país -, quem pretende financiar a compra de um carro atualmente vai pagar juros mais altos do que pagaria antes do início da turbulência no mercado.

Reze afirmou hoje (1°), em entrevista à Agência Brasil, que os juros médios dos créditos para a compra de automóveis subiram para cerca de 33% ao ano, devido a adequações de bancos ao cenário de incerteza. De acordo com ele, antes dos primeiros sinais da crise, a média dos juros era de 29% ao ano. “A taxa de juros voltou ao patamar de dois anos atrás.”

Ainda segundo Reze, apesar de os prazos de pagamento não terem sido modificados – média de 60 meses -, a crise também causou uma maior rigidez na análise para a concessão dos empréstimos. “Os bancos estão mais seletivos”, disse.

O gerente de vendas de uma revenda da Volkswagen da zona sul de São Paulo, Alvise Cozza, confirmou a mudança nos critérios para concessão de financiamentos. “Antes, quando a ficha de um cliente era aprovada, a análise era válida por cinco dias. Hoje, dura um dia só”, afirmou. “Os bancos querem checar dia-a-dia a sua situação antes de emprestar.”

Cozza, porém, diverge de Reze no que diz respeito aos juros. “Estamos trabalhando com a mesma tabela. Neste mês, houve até uma redução irrisória: 0,01 ponto percentual.”

Sobre as expectativas de venda, Reze e Cozza acreditam que a crise não acarretará em quedas. Nas estimativas do presidente da Fenabrave, o setor apresentará crescimento de 19% ou 20% neste ano, na comparação com ano passado.

Entretanto, ele diz que haverá uma redução no ritmo do crescimento. “Em 2007, crescemos 29%. Haverá, sim, uma queda no ritmo do crescimento, mas não vamos parar de crescer.” (Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil)

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