Montadoras enfrentam paralisação

Num instante em que a indústria automobilística mostra uma pequena desaceleração após seguidos recordes de vendas, montadoras enfrentam problemas

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Num instante em que a indústria automobilística mostra uma pequena desaceleração após seguidos recordes de vendas, montadoras enfrentam problemas. Em São José dos Campos (SP), metalúrgicos da General Motors iniciaram ontem greve de 24 horas. Em Catalão (GO), o Sindicato dos Metalúrgicos protesta contra 130 demissões anunciadas nesta semana pela Mitsubishi. Também pararam a Honda (Sumaré-SP), Toyota (Indaiatuba-SP), Mercebes-Benz (Campinas-SP).

Os problemas ocorrem no mesmo instante da campanha salarial dos metalúrgicos. “As demissões em Catalão não têm sentido, já que, ao contrário do que a empresa alega, não há redução de vendas dos carros da marca”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Albino. O sindicalista afirmou que tenta esticar para 60 dias o aviso prévio e seguro-saúde de três meses para os demitidos, além de reverter a demissão de um sindicalista.

Em São José, durante negociação entre montadoras e sindicalistas, o patronato apresentou proposta de 1,25% de aumento, irritando a categoria, que reivindica reajuste de 18,83%. Sem chegar a um acordo, outra rodada já foi agendada para hoje em São Paulo. “Se as empresas continuarem resistindo às reivindicações, haverá paralisação por tempo indeterminado”, afirma o diretor do sindicato de São José, Vivaldo Moreira Araújo. (Júlio Ottoboni e Wagner Oliveira – Gazeta Mercantil)

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