Mato Grosso terá 221 radares de monitoramento

Equipamentos estão sendo licitados pelo Dnit e Estado é o segundo maior contemplado. Trechos da Grande Cuiabá também entram na lista de necessidades

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Impulsionado pelo agronegócio, o atual e intenso tráfico de veículos pelas estradas mato-grossenses deve ficar mais ordenado e seguro a partir do ano que vem. E não só nas áreas rurais. Cinco rodovias federais do Estado serão contempladas com 221 novos equipamentos de sinalização que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) está licitando para todo o Brasil. Somente a BR-364, que liga Cuiabá ao sul do Estado, receberá 75 radares urbanos.

Entre os equipamentos, estão barreiras (lombadas) eletrônicas, radares fixos e controladores de avanço de sinal vermelho e parada sobre faixa de pedestres. As intervenções do Dnit estão marcadas para começar no ano que vem e ser concluídas em até cinco anos, tendo Mato Grosso como o segundo estado mais equipado – Minas Gerais receberá 421 aparelhos. Além disso, o cronograma das instalações contempla, num primeiro momento, rodovias de Mato Grosso.

Boa parte das intervenções na BR-364 será em zona urbana (quando passa a ser avenida Fernando Corrêa) ou no contorno da Grande Cuiabá. O Dnit aponta algumas regiões onde elas devem ocorrer.

Na área urbana, serão instalados equipamentos para controlar velocidade, eventuais avanços de sinal vermelho e paradas sobre faixas de pedestres, principalmente na região de saída para Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá (veja quadro). Fora da Grande Cuiabá, haverá 17 equipamentos com a mesma finalidade em Barra do Garças (a 509 quilômetros), monitorando o tráfico movimentado da divisa com Goiás.

Com estes, a soma de equipamentos para controle de avanço é de 92. Mato Grosso também deve receber em suas estradas federais equipamentos como 61 barreiras eletrônicas e 68 radares fixos, melhorias bem-vindas, segundo o núcleo de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), para todo o Estado, sem distinção de regiões. O comandante da Regional I da Polícia Militar, coronel Joelson Sampaio, também aponta como positiva a interferência em pontos como Fernando Corrêa e Miguel Sutil, as avenidas mais problemáticas da Grande Cuiabá, além da FEB.

Entre os motoristas, já vem tarde a sinalização das rodovias federais em Mato Grosso. O caminhoneiro Moisés Antônio do Couto, 41 anos, aponta que as estradas aqui pecam tanto em sinalização que chegam ao cúmulo de não ter nem faixas visíveis durante a noite, nem nada que controle a velocidade dos que passam. Já o também caminhoneiro Alcenor Tillvitz, 54, diz que Mato Grosso está muito atrás dos demais estados no país em estrutura viária. Isso porque não há controle de velocidade, e aí os acidentes são quase inevitáveis. Um dos piores trechos do país, comenta, é entre Cuiabá e Rondonópolis. (Renê Dióz-Diário de Cuiabá)

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