Chinaglia defende reforma tributária para minimizar efeitos da crise

Chinaglia lembrou que o parecer à reforma tributária, uma das reivindicações da indústria, deve ser apresentado hoje na comissão especial que analisa o assunto. O presidente acredita que é possível transformar um momento de crise em oportunidade

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Durante o encerramento do terceiro Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, propôs que Confederação Nacional da Indústria (CNI) leve ao Colégio de Líderes da Câmara propostas para permitir ao Brasil minimizar os efeitos da crise financeira internacional. “Se um encontro como esse apresenta propostas objetivas, poderemos fazer uma análise objetiva.

Chinaglia lembrou que o parecer à reforma tributária, uma das reivindicações da indústria, deve ser apresentado hoje na comissão especial que analisa o assunto. O presidente acredita que é possível transformar um momento de crise em oportunidade. “Podemos e vamos implementar e aprimorar regras das políticas de incentivo. Queremos propor medidas necessárias à manutenção de emprego e da produção. Depois da crise, investidores vão procurar países com potencial. E esse será o caso do Brasil.”

O presidente da CNI, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), apresentou uma série de reivindicações do setor. Entre elas, a dilatação de prazos para o pagamento de impostos e a permissão para que as empresas compensem dívidas tributárias com créditos a receber do governo.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, considera que a reforma tributária é a solução para combater os efeitos da crise no Brasil. Ele afirmou que Câmara, Senado e governo precisam acertar um texto pensando no Brasil, sem se preocupar de quem é a autoria do projeto final aprovado.

Já o vice-presidente da República, José Alencar, acrescentou à reforma tributária a necessidade da redução da taxa básica de juros. Na opinião de Alencar, seria uma forma de dar o exemplo. “Os juros do cartão de crédito, por exemplo, chegam a 150% ao ano. O que é criminoso.”

Além dos presidentes da Câmara, do Senado e do vice-presidente, estiveram no evento e receberam a Carta de Brasília com as propostas da indústria os ministros da Educação, Fernando Haddad, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

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