Obras em Recife começam em 2009

Pela primeira vez, o processo será conduzido pelo governo federal e não mais pelo governo de Pernambuco que, nas últimas gestões, esbarrava na falta de recursos e problemas administrativos

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A esperada dragagem completa do Porto do Recife, anunciada há quase uma década, está mais perto de acontecer. Pela primeira vez, o processo será conduzido pelo governo federal e não mais pelo governo de Pernambuco que, nas últimas gestões, esbarrava na falta de recursos e problemas administrativos e até na falta de dragas no mercado. A Secretaria Especial de Portos (SPE) publicou ontem no Diário Oficial da União, o edital da licitação internacional para a dragagem de dez berços do Porto do Recife – do canal de acesso e da bacia de evolução ao cais nove, numa extensão de 1.800 metros de cais.

A abertura das propostas será dia 5 de novembro. As obras devem começar até janeiro de 2009 e irão receber R$ 29,1 milhões de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados ao Plano Nacional de Dragagem (PND) que irá atender a 16 portos brasileiros.

A previsão é que, em até seis meses de trabalho, sejam retirados 2,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, elevando a atual profundidade de 8,5 metros para 9,5 e 10,5 metros, o que permitirá a atracação de navios de até 50 mil Toneladas de Porte Bruto (TPB), 20 mil a mais que a capacidade atual. Com isso, espera-se uma redução de até 30% no valor do frete de cargas embarcadas e desembarcadas e um aumento de 50% na movimentação portuária, em três anos.

“O Porto do Recife estará muito bem situado em relação à infra-estrutura de outros portos do Nordeste como o de Natal e Salvador”, diz o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão, afirmando que há 20 anos o porto recifense não tem uma dragagem completa. “Desde a reforma do Porto do Recife, entre 1981 e 1982, não se conseguia quantia verbas como esse. É resultado de uma força tarefa que envolve os ministérios do Planejamento, da Fazenda e a Casa Civil”, explica. A largada de Pernambuco na liberação dos recursos do PND, segundo ele, deve-se ao trabalho técnico adiantado e ao licenciamento ambiental. (Etiene Ramos – Gazeta Mercantil)

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