Fusão da Iberia e BA se definirá em março

A British Airways, terceira maior empresa aérea da Europa, e a Iberia, com sede em Madri, planejam combinar suas operações para reduzir as despesas com aviões, manutenção e pessoal

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A Iberia Lineas Aereas de España, maior empresa aérea da Espanha, informou ser possível concluir a fusão com a British Airways em março. É “alcançável” concluir a associação por essa época, disse ontem o chairman Fernando Conte. O plano de concluir a transação em março é “ambicioso”, mas “não impossível”, disse o presidente da British Airways, Willie Walsh, em outra conferência.

A British Airways, terceira maior empresa aérea da Europa, e a Iberia, com sede em Madri, planejam combinar suas operações para reduzir as despesas com aviões, manutenção e pessoal. A empresa aérea com sede em Londres e a Iberia informaram em 29 de julho que negociavam uma transação baseada em ações. As empresas manterão suas marcas, enquanto a empresa holding criada terá suas ações listadas nas Bolsas de Londres e de Madri.

A empresa britânica planeja revelar os detalhes da estrutura da combinação dentro de quatro a seis semanas, disse Walsh ontem na conferência do setor em Londres. “Gostaríamos de fechar o acordo o mais cedo possível”, disse. Walsh previu mais consolidações e parcerias entre empresas aéreas européias, incluindo a Aer Lingus Group, que segundo ele está “um tanto no limbo” porque é parcialmente controlada pelo governo da Irlanda e tem de se expandir para sobreviver. Antes de entrar para a British Airways, Walsh era conhecido por reduzir os custos quando chefe da Aer Lingus, segunda empresa aérea da Irlanda depois da Ryanair Holdings.

Além da associação com a Iberia, a British Airways busca aprovação antitrust para a parceria com a American Airlines, uma unidade da AMR, para partilhar a receita e coordenar os preços, a capacidade, os horários e as rotas dos vôos entre a Europa e a América do Norte. A Iberia fará parte dessa combinação.
As empresas aéreas européias estão estudando fusões e compras no momento em que buscam cortar custos em meio ao aumento dos preços do combustível e da retração do crescimento econômico. Mais de duas dúzias de empresas suspenderam os vôos ou entraram com pedido de concordata até agora em 2008, conforme os dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

A SAS Group, maior empresa aérea da região nórdica, informou na terça-feira que prossegue nas conversações a respeito de uma “solução estrutural” para a empresa. Jornais britânicos, como o Financial Times, noticiaram que a Deutsche Lufthansa, que em 15 de setembro adquiriu uma participação de 45% na Brussels Airlines, está interessada na SAS também.

A Iberia também juntou forças com o Grupo Gestair, uma empresa de manutenção de aviões e de viagens para executivos, para atender jatos particulares. (Bloomberg News – Gazeta Mercantil)

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