Viaduto da Unisinos será erguido na BR-116

Na manhã de hoje, será autorizada a ordem de serviço para a construção do Viaduto Unisinos, em um dos pontos mais críticos da rodovia, no trecho em que liga Novo Hamburgo a Porto Alegre

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Com investimentos de R$ 32 milhões, obra deve ficar pronta em 18 meses. Após quase 10 anos de negociações e entraves burocráticos, um acesso mais seguro à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), na BR-116, deve finalmente sair do papel. Na manhã de hoje, será autorizada a ordem de serviço para a construção do Viaduto Unisinos, em um dos pontos mais críticos da rodovia, no trecho em que liga Novo Hamburgo a Porto Alegre.

Autoridades de São Leopoldo e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assinarão a construção do viaduto, na interseção com a Avenida Unisinos, para desafogar o tráfego na área, onde hoje ficam duas sinaleiras.

Se passou uma década desde que o primeiro projeto para eliminar os semáforos foi pensado – além de trancarem o fluxo, influenciam diretamente nos acidentes na rodovia. Prevista para ser executada em 18 meses e orçada em R$ 32 milhões, a obra é composta por dois aneis que facilitarão o acesso à Unisinos, nos dois sentidos.

Quem assina o projeto é o engenheiro Carlos Roberto Müller, que recorda o início dos estudos para a construção, em 1998. Na época, 15 traçados foram feitos para se chegar à melhor alternativa. Em 1999, no entanto, foi determinada a paralisação do contrato – retomado apenas em 2008.

– O principal objetivo é eliminar os pontos de maior incidência de acidentes na BR-116 e os engarrafamentos, em qualquer hora do dia – avalia.

Serão 120 metros de extensão cruzando sobre a rodovia. Acessos ao viaduto somarão 2,8 mil metros, e alças devem conduzir quem sai da Unisinos em direção a Porto Alegre, ao Vale do Sinos ou à Serra.

– Todos os movimentos possíveis estão contemplados nessa interseção – resume o engenheiro.

A construção do viaduto é considerada pelo inspetor chefe da 1ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de São Leopoldo, Alfonso Willembring Junior, a prioridade na alternativa efetiva a curto prazo para aquele trecho.

– Nós temos neste entroncamento dois cruzamentos de pista no mesmo nível, separados por sinaleiras. Temos uma média de 15 a 20 ocorrências mensais somente naqueles 300 metros – destaca o inspetor.

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