Roubos a transportadoras de valores financiam crimes

Nos últimos seis anos, dos R$ 107,5 milhões levados no Estado de SP, só R$ 2,4 milhões foram recuperados

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Um levantamento feito pela ABTV (Associação Brasileira de Transporte de Valores) apontou que, nos últimos seis anos, foram levados de empresas de transporte de valores R$ 107,5 milhões apenas no estado de São Paulo, dos quais apenas R$ 2,4 milhões foram recuperados.

O levantamento foi entregue ao deputado estadual Major Olímpio (PDT), ex-oficial da Polícia Militar, que indicou que o dinheiro ajuda a financiar o crime organizado.

Dos R$ 165,4 milhões roubados de empresas de transporte de valores do país nos últimos três anos, 47% foram levados em assaltos a carros-fortes em São Paulo. O que intriga as empresas é o fato de que a maior parte do dinheiro acondicionado em sacos de lona não é recuperada, mesmo quando a polícia alcança a quadrilha.

Mais da metade de todo o dinheiro roubado da Prosegur (presente em 15 países) no mundo é de ocorrências no Brasil. “É muito dinheiro e ele está financiado o crime organizado, com compra de armas e drogas”, diz Major Olímpio.

“A polícia diz que há funcionários das empresas envolvidos. As empresas queixam-se da morosidade das investigações”, afirma o deputado.

De 2009 a 2012, seis vigilantes de empresas foram mortos e 22 ficaram feridos em assaltos. No último dia 14, uma quadrilha cavou túnel e invadiu a empresa Protege, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. O alarme soou e o assalto foi frustrado pela polícia, mas R$ 700 mil desapareceram. “Você imagina R$ 700 mil perdidos no esgoto?”, ironiza o Major.

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