Correios entram em greve sem previsão de retorno a partir de hoje

Correios entram em greve sem previsão de retorno a partir de hoje

Paralisação foi confirmada em 18 Estados e no Distrito Federal. Outras bases da categoria se reúnem ainda essa semana para decidir se aderem a greve

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Os servidores dos Correios cruzam os braços a partir desta quarta-feira em 18 estados e no Distrito Federal. A greve foi anunciada na noite de terça-feira (18), em assembleias da categoria pelo País.

Os funcionários optaram pela paralisação em Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, no Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Tocantins. Nos estados de Minas Gerais e Pará, a greve já foi iniciada na semana passada.

Esse número, no entanto, pode aumentar nos próximos dias. Até o dia 25, dez dos 35 sindicatos da categoria no país farão assembleias. Bahia, Espírito Santo, Acre, Mato Grosso do Sul e Roraima devem decidir pela paralisação. “A direção da empresa achou que a greve nacional não sairia, mas se enganou. Os trabalhadores estão muito insatisfeitos”, afirmou Sebastião Cruz, representante do comando nacional da categoria.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica43,7% de reajuste salarial, R$ 200 de aumento linear e piso de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos que se desfiliaram da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru) reivindicam 5,2% de reajuste, 5% de aumento real e aumento linear de R$ 100. Carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo têmsalário-base de R$ 942.

A empresa oferece 5,2% de reajuste e afirma que o índice garante o poder de compra e repõe perdas com a inflação. “Uma paralisação traz prejuízos financeiros e de imagem para a empresa, para a sociedade e para o próprio trabalhador”, declarou a direção dos Correios em seu blog institucional.

Os Correios têm mais de 115.00 funcionários. Os trabalhadores da empresa entregam, por dia, cerca de 33,9 milhões de objetos simples, cerca de 830.000 cartas registradas e 835.000 encomendas.

A empresa garante ter um plano de contingência para manter os serviços. Para isso, pretende relocar empregados das áreas administrativas, contratar trabalhadores temporários e propor horas extras e mutirões nos finais de semana.

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