Duas praças de pedágio serão estendidas nas pistas expressas da Rodovia Castello Branco, nos quilômetros 18, em Osasco, sentido Interior, e 20, em Barueri, sentido Capital. Como compensação, governo do Estado irá reduzir a tarifa
Segundo anúncio feito esta semana pelo governo do Estado, foi decidido que a cobrança de pedágio nas marginais da Castello Branco, na região Metropolitana de São Paulo, valerá para todos os veículos a partir do final de 2009, quando o Estado passará a concessão de mais 240 metros da rodovia na entrada da Capital à ViaOeste, concessionária que administra um trecho da Castello Branco.
Na prática, os motoristas que hoje utilizam a rodovia em sua pista expressa e que não pagam o pedágio (que é cobrado apenas na via marginal, na estrada de Alphaville, por exemplo) passarão a pagar a tarifa quando a medida for colocada em prática.
De acordo com reportagem publicada nesta quarta pela Folha de São Paulo, a cobrança passará a valer nas novas praças da Castello no quilômetro 18, em Osasco, sentido Interior, e no quilômetro 20, em Barueri, sentido Capital.
Segundo o governo, haverá uma compensação aos motoristas com a redução em 50% na tarifa do pedágio, mas empresários acreditam que a medida irá onerar o transporte de cargas na região. “O argumento deles é que o pedágio vai baratear, vai cair em 50%. Mas tem um detalhe: hoje temos a opção de não pagar o pedágio para ir a algumas cidades do interior e passaremos a não ter mais esta opção” diz Antonio Archilha, diretor da Argius Transportes e coordenador da Comissão de Abastecimento e Distribuição (CAD) do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região).
Em vez dos R$ 6,30 cobrados hoje nas marginais, o valor será de R$ 2,70 em ambas as pistas. E quem se dirigir ao interior paulista vai desembolsar R$ 5,40, em vez de R$ 10,80, na praça de Itapevi, na altura do km 32.
Na época da inauguração das marginais da Castello, em 2001, no governo Mário Covas (PSDB), uma das principais justificativas do Estado para defender a construção da pista não-pedagiada era a possibilidade de os motoristas terem uma alternativa sem cobrança. “Quem quer pagar paga, quem não quer pagar não paga”, chegou a dizer Covas.
Promessa quebrada
De acordo com Archilha, a medida é mais um golpe nas empresas de transportes, que já arcaram este ano com diversos reveses, como o aumento às restrições aos veículos de cargas na cidade. “Eu me recordo muito bem quando foi feita a Marginal Castello Branco e ela foi pedagiada. A promessa era de que haveria sempre a alternativa para a cobrança do pedágio. Esta promessa está indo por água abaixo com este anúncio do governo. No final, teremos que pagar mais esta conta, pois a situação do mercado atual não nos permite repassar este custo extra para nossos clientes”, diz Antonio Archilha.
O diretor da Argius Transportes também acredita que poderá haver uma grande fuga de fluxo de veículos para dentro das cidades no entorno do novo pedágio, o que poderá causar ainda mais problemas de trânsito.

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