Os números do crescimento da frota paulistana apresentados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) mostram que a tarefa será quase impossível
A Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo promete retirar 20% da frota de caminhões de circulação com a ampliação do rodízio municipal de veículos para os caminhões, mas os números do crescimento da frota paulistana apresentados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) mostram que a tarefa será quase impossível.
Se seguida a tendência mostrada pelo Detran, o aumento de veículos (motos, ônibus, caminhonetes, automóveis, caminhões, ônibus, reboques e outros) em São Paulo deve compensar a redução prometida em menos de seis meses.
A frota de caminhões em São Paulo em julho era de 163.523 veículos, segundo o Detran, um aumento de 4.658 em relação ao número de janeiro deste ano. O rodízio quer diminuir em 20% a frota de julho, ou seja, 32.704 caminhões. O resultado é que, se seguida a tendência apontada pelos números do Detran, a redução de mais de 32 mil caminhões deverá ser compensada em menos de seis meses pelo aumento da frota paulistana.
Se for considerado apenas o aumento dos caminhões paulistanos – sem contar que grande parte das entregas vem de outros Estados – a promessa de redução seria compensada em pouco mais de sete meses, já que a frota aumentaria em 4.658 veículos a cada semestre.
Para o Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), além de não melhorar o trânsito, o consumidor vai pagar mais caro por causa da medida. Segundo o Setcesp, aumentou em 44% o custo operacional do transporte de cargas, que inclui, entre outros, a contratação de autônomos com carros de placas que podem circular, a compra de mini-vans e a entrega noturna. Este valor, de acordo com o sindicato, é repassado no custo final frete, que aumentou em média 15%.
Procurada pelo Último Segundo, a Secretaria de Transportes não se pronunciou sobre o assunto. (Amanda Demetrio – Último Segundo)

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