Ele vendeu a casa para comprar um Iveco Stralis

Ele vendeu a casa para comprar um Iveco Stralis

Marcos Valério Nascimento dirige um caminhão recordista, que chegou bem perto de dois milhões de quilômetros rodados sem abrir o motor para fazer manutenção

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O caminhão do Marcos Valério Nascimento, um cavalo mecânico Iveco Stralis 4×2 com motor FPT Cursor 13 de 380 cavalos de potência, é um recordista. Ultrapassou a marca de 1,9 milhão de quilômetros rodados sem “fazer o motor”, ou seja, apenas com manutenções preventivas e revisões regularmente realizada, de acordo com as recomendações do manual da Iveco.

Fabricado em Sete Lagoas (MG) em 2007, ele foi comprado de segunda mão em Ivaiporã, Paraná, por Marcos Valério em 2014. “Naquela época, eu trabalhava de motorista em uma empresa e essa transportadora acabou tendo problemas e me deixou na mão. Fiquei sem meu trabalho. Eu tinha economizado por muitos anos para comprar uma casa para mim e minha esposa e, neste momento, tive que tomar uma decisão”, conta o caminhoneiro autônomo paranaense.

“Vendi a casa pra comprar o caminhão”

Isso mesmo. Marcos Valério vendeu sua casa quitada no interior do Paraná para apostar na sua profissão de caminhoneiro. Em 2014, o Stralis estava com pouco mais de um milhão de quilômetros rodados, sem abrir o motor e com todas as revisões feitas. “Tive sorte de conhecer o dono do caminhão e todo o histórico dele. As revisões e manutenções estavam em dia e somente foram usadas peças e lubrificantes genuínos e recomendados”, conta o caminhoneiro.

De posse de seu caminhão, Marcos Valério conseguiu um contrato de agregado para transportar material têxtil de Santa Catarina para a cidade de Anápolis, em Goiás, na linha de suprimentos industriais de uma famosa marca de roupas básicas, aquela dos dois peixinhos. Toda semana, desde 2014, ele faz o trajeto de ida e volta, uma longa viagem que soma cerca de 4 mil quilômetros a cada ida e volta.

Ele queria Iveco

O Stralis do Marcos Valério tem transmissão manual ZF com oito velocidades, mais oito reduzidas, e segundo o dono do caminhão, a tocada é tranquila e a escolha pela marca foi consciente, porque foi o caminhão certo para aquela aplicação. “Ele tem conforto, espaço interno e segurança. Eu viajo muitas vezes com a minha esposa e vamos sempre bem a bordo do Stralis. Quando eu fui comprar o caminhão, já tinha esse modelo na cabeça e queria que fosse Iveco. Eu conheci alguns colegas de estrada que tinham este caminhão e eram felizes com ele”, conta, orgulhoso.

Sobre a manutenção, é importante destacar que o tempo todo o caminhoneiro Marcos Valério relatou que é cuidadoso com o caminhão e sempre utilizou serviços e peças credenciados pela Iveco para manter seu Stralis 2007. Marcos utiliza os serviços da Iveco Florença, concessionária que fica na região de Curitiba, no Paraná.

A concessionária foi o palco do Desafio do Milhão Transporta Brasil Iveco, que mostrou a história do Marcos Valério e seu caminhão, com uma altíssima quilometragem e fazendo até hoje boas médias e bom desempenho.

Ao virar dois milhões de quilômetros rodados, Marcos Valério começou a perceber alterações de desempenho e resolveu abrir o motor para a primeira manutenção severa. “Quando abrimos o motor, vi que muitas peças ainda estavam em ótimo estado, como bronzinas, pistões e todo o entorno. Fiquei muito satisfeito com o resultado do cuidado com o caminhão, sempre fazendo as trocas de óleo no tempo certo e as manutenções também. No motor, o único problema eram as folgas normais, resultantes do grande esforço na alta quilometragem. Antes de fazer o motor, o Stralis estava fazendo uma média de 2,7 quilômetros por litro de diesel, e, agora, passa de 3 quilômetros por litro.

Conclusão

O que um jornalista pode concluir ao constatar uma história como a do Marcos Valério Nascimento? Quando se cobre o setor de caminhões e de transportes por muito tempo, a gente se acostuma a ver as grandes iniciativas das empresas e tudo o que se faz para transportar mais e melhor. São grandes números, grandes cifras envolvidas.

Quando se volta o olhar para a pessoa, o transportador autônomo, que faz sua vida com seu único caminhão, dependendo de todas as variáveis que acontecem em seu redor, a história ganha cores especiais. Constatar essa história de um caminhoneiro que escolheu uma marca e um modelo de caminhão para ser seu e, a partir disso, conseguiu prosperar e tirar o melhor da máquina, é o cumprimento da nossa missão como comunicadores.

O caminhão do Marcos Valério estava, até o fechamento desta matéria, com 2.069.232 quilômetros rodados. E ele continua sua jornada entre o Sul e o Centro-Oeste toda semana.

A Iveco cumpriu seu papel de produzir um caminhão com tecnologia que, lá em 2007, antes do Euro 5, já era capaz de se pagar e de render para trabalhar em favor de seu operador. Com confiabilidade e longevidade. O Marcos Valério contou que seu Iveco Stralis jamais deu uma pane na estrada e nunca ficou parado por falta de manutenção.

Concluímos que o Desafio do Milhão consegue ser superado quando a engenharia e a indústria trabalham bem e o usuário, quem realmente trabalha com a ferramenta no dia a dia sabe fazer bom uso dela, o resultado só pode ser bom.

Agora que Marcos Valério tem uma estabilidade econômica com seu caminhão e o contrato de agregado, perguntei a ele quando ele vai comprar sua casa de volta. A resposta foi: “Ah eu estou já economizando há alguns anos. Mas não é para comprar uma casa, não. É para comprar outro Iveco Stralis”.

Leonardo Helou Doca de Andrade – direto de Curitiba (PR), especial para o Transporta Brasil

leodoca@transportabrasil.com.br

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