Brasil e México renovam acordo automotivo por mais quatro anos

Brasil e México renovam acordo automotivo por mais quatro anos

Cada país poderá exportar para o outro até US$ 1,56 bilhão nos próximos 12 meses, sem o pagamento do Imposto de Importação

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montadoras

Brasil e México firmaram nesta segunda-feira (9/3) a renovação por mais quatro anos do acordo automotivo bilateral, que venceria no dia 18/3. O acordo será renovado com uma cota de importação reduzida e deve voltar a subir a partir do segundo ano.

Com isso, cada país poderá exportar para o outro até US$ 1,56 bilhão nos próximos 12 meses, sem o pagamento do Imposto de Importação. O que exceder esse valor será taxado à alíquota de 35%. A partir de março de 2016, a cota subirá 3% por ano.

O acordo em vigor foi assinado em 2012. No ano passado, a comercialização foi de US$ 1,64 bilhão de veículos leves para ambos os lados sem pagamento de Imposto de Importação. O México usou toda a cota permitida para vender ao Brasil, por isso estava pressionando para que o comércio bilateral no setor automotivo fosse sem limitações. Já o Brasil não usou a cota do último ano, mas as montadoras instaladas no País, assim como representantes do México, também gostariam de ver entrar em vigor o livre-comércio. As empresas avaliam como negativa qualquer impedimento de comércio com o México e a Argentina neste momento de crise.

O acordo manterá em 35% o porcentual de peças nacionais exigido na produção dos veículos. No contrato de 2012, ambos os países tinham acordado aumentar o conteúdo regional dos veículos fabricados para 40% em 2016.

O Brasil também começou a negociar com o México um acordo comercial envolvendo caminhões, porém as conversas ainda estão envolvendo o âmbito das associações do setor brasileira e mexicana.

Uma primeira reunião para debater o assunto foi realizada em novembro do ano passado. Está prevista uma nova conferência no mês de maio, com o intuito de apresentar uma proposta de acordo aos governos dos dois países até o fim deste ano.

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