Goiás pretende ampliar uso do Porto de Paranaguá (PR) para escoamento da safra

Em evento, representantes de entidades debatem alternativas logísticas também discutem a importância da construção de ferrovia que ligue o trecho produtor com a unidade portuária

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O Estado de Goiás está incentivando o uso do Porto de Paranaguá (PR) como rota alternativa para a exportação dos grãos produzidos na região. Assunto foi debatido durante o Fórum de Desenvolvimento Econômico Integrado do Setor Logístico, realizado nesta segunda-feira (25/11), na sede da Associação Comercial de Rio Verde, região que, anualmente, produz cerca de um milhão de toneladas de grãos.

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Baldy, o governo goiano tem investido fortemente em infraestrutura e buscado soluções para baixar o custo das exportações de grãos, tornando os produtos produzidos na região mais competitivos.

“Hoje, uma tonelada de grão produzida no Brasil chega aos portos 50 dólares mais cara do que uma tonelada de soja produzida nos Estados Unidos. O produto nem deixou o País e já perde competitividade. É por isso que estamos aqui hoje: buscar alternativas logísticas através de uma parceria com o Paraná e também discutindo a importância da construção da ferrovia para a nossa região”, disse o secretário durante o evento.

Atualmente, 10% da produção agrícola da região de Rio Verde sai por Paranaguá. “Nossa intenção é ampliar este percentual, tendo em vista que na última safra tivemos problemas grandes para escoar nossa produção. Os portos paranaenses seriam boas alternativas para nós solucionarmos esse gargalo. Atrelado a isso, existe, também, a possibilidade de criarmos um novo ramal da Ferroeste, que iria incrementar e muito o escoamento da nossa produção”, disse o secretário municipal de Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Rio Verde, Rubens Leão de Lemos Barroso.

Um dos focos de Goiás é implementar o escoamento de graneis através de ferrovias. João Vicente Bresolin Araújo, presidente da Ferroeste, apresentou o projeto do modelo operacional futuro da empresa, com a construção de uma nova ferrovia ligando Cascavel a Paranaguá. O novo traçado atenderá as principais regiões produtoras de grãos do Paraná, em especial as de soja e de milho. O ramal vai ampliar a velocidade média de transporte de carga, dos atuais 15 km/h para 65 km/h.

“Além do Paraná e do Mato Grosso do Sul, a construção do novo ramal ferroviário vai atender os estados do Mato Grosso e Goiás, além do Paraguai. No caso específico de Goiás, isso se dará através da ligação com a ferrovia Norte – Sul (FNS)”, explicou Araújo.

Com informações da Agência Paraná

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