Transportadores vão a Brasília pedir desoneração da folha

Transportadores vão a Brasília pedir desoneração da folha

Setor de transportes não foi contemplado pelo pacote de incentivos do governo federal, que vai aliviar o peso do custo sobre a folha de pagamento de diversos segmentos industriais e de serviços. Empresários, representados pela NTC&Logística, estão em Brasília para pedir a inclusão do transporte de cargas nas medidas

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Um grupo de empresários representados pela NTC&Logística, associação nacional das transportadoras e operadores logísticos, está em Brasília nesta quinta com uma missão: solicitar ao senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, que inclusa o setor de transporte de cargas no Projeto de Lei de Conversão 18/2012, que traz um pacote de incentivos para a economia, incluindo a desoneração da folha de pagamento de diversos segmentos da economia.

Jucá é relator do projeto que beneficia, com a redução do custo sobre a folha de pagamento dos funcionários, setores como o hoteleiro, moveleiro, de autopeças, naval, aéreo, de empresas de call center e de projetos de circuitos integrados (chips), deixando o transporte de cargas e a logística de fora.

Para fazer jus à desoneração de folha de pagamentos, as empresas devem recolher uma alíquota unificada, de 1% a 2%, incidente sobre sua receita bruta mensal. A alíquota unifica impostos e contribuições como IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins. Setores já citados no texto original da MP contam com a redução desde o dia 1º de agosto. Para os setores incluídos no PLV 18/2012, a mudança passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2013.

Um dos participantes do grupo de empresários que irá falar com os parlamentares em Brasília é o presidente do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), Francisco Pelucio, que ressalta a importância dos incentivos para o transporte de cargas. “O nosso setor sempre fica de fora destes pacotes de incentivo do governo federal e, neste momento, é muito importante que participemos da desoneração da folha de pagamento. Com este fôlego, caso o governo decida nos incluir nas medidas, o setor de transportes e logística terá maior capacidade de investimento e, principalmente, de geração de empregos”, comenta o líder setorial.

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