Foton nega instalação de fábrica em Minas Gerais

Fabricante chinesa de caminhões afirma que local deverá ser anunciado em dezembro deste ano. Fábrica brasileira terá investimento de cerca de US$ 500 milhões

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A Foton Aumark do Brasil, representante da fabricante chinesa de caminhões Foton, negou em comunicado oficial que teria escolhido o Estado de Minas Gerais para a instalação de sua fábrica no País, conforme publicado pelo jornal Brasil Econômico na quarta-feira (15).

“O Estado é, sem dúvida, um dos candidatos, mas não é o único e nada está definido, nem estará até o fim deste ano. O anúncio do local será feito conjuntamente entre a Foton Aumark Brasil e a Beiqi Foton, provavelmente em dezembro próximo”, declara na nota Orlando Merluzzi, vice-presidente e principal executivo da Foton Aumark.

A reportagem do Brasil Econômico assinada por Ana Paula Machado cita uma entrevista à rádio Itatiaia concedida pelo senador mineiro Clésio Andrade (PMDB), que também é empresário do setor de transportes e presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Ele teria dito que “as negociações (do governo de Minas) com a maior montadora de caminhões da China estão avançadas”. O senador não citou o nome da fabricante, mas a repórter deduziu que seja a Foton, o que também teria sido confirmado por fontes do governo mineiro.

O importador oficial da Foton já havia anunciado que deverá instalar, até o fim de 2013, uma unidade de montagem dos caminhões chineses com partes importadas (CKD). Só em 2018 está previsto o investimento de US$ 500 milhões para construir uma unidade de produção completa. “Estamos estudando vários locais no Brasil para instalação da nossa operação em CKD, que pela ordem lógica dos fatos, será também a sede da futura fábrica que a Foton Caminhões deverá instalar no País até 2018”, disse Merluzzi no comunicado.

Com abertura de sua primeira concessionária e início das operações comerciais no País previstas para setembro próximo, a empresa informa que terá o Estado de São Paulo como foco inicial, mas expandirá gradativamente as operações. “Vamos cobrir o território nacional de forma adequada. Em cinco anos, teremos 80 concessionárias no Brasil e, com isso, chegar a 3,5% de participação no mercado”, finalizou Merluzzi.

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