Boeing 737 da Vasp será leiloado em fevereiro

Aeronave está inteira e em bom estado, com motores, painel completo e bancos de couro. Restos de quatro aviões-sucata da empresa também serão leiloados

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A 1ª Vara de Falências de São Paulo realizará no dia 6 de fevereiro o leilão de um Boeing 737-200 da extinta Vasp. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o avião está inteiro, em bom estado, com os motores e o painel completo, mas não tem mais licença para voar.

“A venda deste avião inteiro é fundamentada na preservação histórica de bens da Vasp, já que a aeronave está inteira, ao contrário das que foram desmontadas, que estavam completamente canibalizadas”, afirma Marlos Melek, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça e presidente da comissão executiva do Programa Espaço Livre – Aeroportos. A aeronave está avaliada em R$ 100 mil.

No mesmo dia, a Justiça leiloará restos de quatro aviões-sucata da empresa, que foram desmontados em agosto do ano passado, com cobertura do Portal Transporta Brasil. Cada conjunto de sucata foi avaliado em R$ 30 mil.

O leilão será realizado às 14h, na Casa de Portugal, que fica no bairro da Liberdade, em São Paulo. Também em fevereiro, empresas de manutenção de aeronaves que atuam no Brasil poderão visitar o parque de peças da Vasp, no aeroporto de Congonhas. Ao todo, há mais de 80 mil peças de Boeings e Airbus para serem vendidas, desde arruelas de vedação e parafusos aeronáuticos até mesas de refeição, asas e turbinas. As peças não serão vendidas em lotes.

Para ter acesso ao parque de peças, os interessados deverão cadastrar-se antes na 1ª Vara de Falências de São Paulo, no Fórum João Mendes Júnior. “Os valores arrecadados serão utilizados para pagamento de credores da VASP, especialmente trabalhadores”, disse o juiz Daniel Carnio Costa, titular da Vara. Para o magistrado, muitas peças poderão ser aproveitadas, por estarem bem acondicionadas e até com código de barras.

No final do ano passado, a união de esforços dos órgãos que fazem parte do Programa Espaço Livre Aeroportos, principalmente da 1ª Vara de Falências de São Paulo, resultaram no pagamento de 70% dos salários atrasados dos trabalhadores que prestaram serviços na Recuperação Judicial da VASP.

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