TAM reduz plano de expansão da frota para 2012

TAM reduz plano de expansão da frota para 2012

Empresa justifica medida alegando buscar aumento da rentabilidade. Perspectiva é de encerrar ano que vem com 159 aeronaves, quatro a menos que a previsão inicial

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A maior companhia aérea brasileira, a TAM, que detém 40,88% do mercado doméstico de aviação civil – de acordo com dados de julho da Anac –, informou que não aumentará a sua frota em 2012. Por meio de um comunicado ao mercado, a companhia fundada pela família Amaro opta por manter o número de aeronaves que atenderão ao mercado nacional e ainda realizará alterações na sua malha internacional, o que, segundo contas da empresa, levará a uma economia de US$ 50 milhões ao ano.

Essas medidas, informou a TAM, têm como objetivo aumentar a rentabilidade da companhia. O plano de frota previa que a empresa registrasse 163 aeronaves, mas agora a perspectiva é de fechar 2012 com 159 unidades em operação no País.

No comunicado, a empresa explica que a medida foi tomada porque estima para 2012 um crescimento de demanda menor do que o previsto para este ano – entre 15% e 18%, conforme o guidance para 2011 –, em virtude das incertezas que cercam a economia mundial. “Confiamos no crescimento do Brasil e do mercado de aviação no próximo ano, mas entendemos que um ajuste em nosso plano de frota é necessário para assegurar a rentabilidade do negócio, num contexto de maior racionalidade do mercado”, afirmou Líbano Barroso, presidente da TAM.

A TAM tem a expectativa de elevar em 14,7% sua frota de aeronaves tomando como base o plano de encerrar 2011 com 156 aviões, sendo deste número 127 do tipo um corredor (narrow body) e o restante, 29 unidades, do tipo dois corredores (wide body). A previsão para os demais anos permanecem inalteradas, sendo 164 em 2013, 171 em 2014 e 179 para o ano da Copa do Mundo no Brasil.

A empresa afirmou que substituirá os modelos A340 por A330 em função da economia de combustível, já que o primeiro modelo tem 4 reatores ante os dois do segundo tipo. Já no plano de frota para os modelos A319, A320 e A321, em 2012, a empresa receberá 13 novos aviões dessa família e devolverá outros 13 que estão, atualmente, em operação. Não haverá ainda a renovação de quatro leasings de aeronaves, modificando o plano original de receber 13 equipamentos novos e devolver nove. Ou seja, não haverá crescimento líquido da frota.

A companhia aérea, que espera a decisão da justiça chilena para a conclusão da fusão com a Lan, afirmou no documento divulgado que havia flexibilidade para reduzir a frota de aviões em 2012, caso fosse necessário. “Mesmo com essa revisão, vamos renovar 10% da frota doméstica, mantendo a baixa idade média das aeronaves. Além do benefício claro de qualidade de serviço para nossos clientes, que contam com uma das frotas mais jovens do mundo, isso contribuirá para diminuir custos de manutenção e o consumo de combustível”, afirmou Barroso. Atualmente, os gastos com combustíveis representam cerca de 35% do total dos custos.

As alterações de malha internacional da empresa envolvem a substituição das aeronaves Airbus A340 que operam a rota São Paulo/Guarulhos–Milão por Airbus A330, no mês de outubro. Para que essa troca de equipamentos seja possível, o ajuste na malha afetará os voos a partir do Rio de Janeiro/Galeão para Frankfurt e Londres. As atuais sete partidas semanais para cidade alemã serão reduzidas para quatro, e as seis decolagens semanais para a Inglaterra retornarão a três.

Se a estimativa de crescimento de mercado da TAM se confirmar, deverá ocorrer uma desaceleração no crescimento do mercado aéreo brasileiro. Isso porque, de acordo com o balanço da Anac, a demanda por transporte aéreo no mercado doméstico cresceu 20,07% no mês de julho quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a julho de 2011 o crescimento foi ainda maior no mercado doméstico nacional, 21,17% na mesma base de comparação. Já no mercado internacional também houve aumento da demanda para as aéreas nacionais, 10,24% com taxa de ocupação passando de 78,32% para 84,96%.

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