Dólar ajudou importador mato-grossense

De acordo com dados da aduana, divulgados ontem, as importações anuais avançaram 23,34% em relação a 2008, passando de US$ 159,99 milhões para US$ 197,34 milhões

Aéreas terão queda de 15% em receita este ano
Gol faz parceira com a Unidas Rent a Car
Contran define calendário para instalação de sistema antifurto

Saldo positivo foi garantindo ainda no primeiro semestre de 2009. De acordo com dados da aduana, importações passaram de US$ 159,99 milhões para US$ 197,34 mi

O desempenho das importações via Porto Seco (Estação Aduaneira do Interior), no Distrito Industrial de Cuiabá, mostra a boa tolerância das empresas mato-grossenses ante a crise internacional que contaminou parte dos investimentos em 2009. “Realmente, não podemos falar em crise em Mato Grosso e os números por si só comprovam isto”, afirmou o gerente de Logística da EADI, Elton Erthal.

De acordo com dados da aduana, divulgados ontem, as importações anuais avançaram 23,34% em relação a 2008, passando de US$ 159,99 milhões para US$ 197,34 milhões. O saldo positivo foi garantindo com o resultado do primeiro semestre de 2009, que renderam um volume de US$ 128,52 milhões em importações, contra US$ 65,83 milhões em igual período do ano anterior (incremento de 95,23%). (Veja quadro ao lado)

No segundo semestre do ano, houve um recuo de 27%, com as importações caindo de US$ 94,16 milhões para US$ 68,81 milhões. Apesar da queda no segundo semestre do ano, a expectativa é de que as importações sejam retomadas em um ritmo mais forte a partir de 2010. “Mesmo com a redução das importações no segundo semestre, os números do Porto Seco ainda são positivos e tendem a se manter aquecidos”, afirma Elton.

Máquinas para a indústria, pneus, peças, agroquímicos (defensivos agrícolas) e matéria-prima para indústria plástica e da borracha foram os produtos mais procurados pelos importadores mato-grossenses em 2009.

Para 2010, Elton acredita que se as importações poderão dar um salto de 50%, passando de US$ 197 milhões para US$ 296 milhões.

DÓLAR – Na avaliação do gerente de Logística, a baixa cotação do dólar, desvalorizado perante o real, está facilitando as importações. “Se o câmbio continuar no patamar atual, a tendência é de que as importações continuem em alta”, analisa Elton. Ele atribui também o bom desempenho das importações à aquisição de equipamentos e tecnologia pelas empresas que estão se instalando em Mato Grosso.

Ele acredita que o câmbio deverá manter a curva de crescimento das importações nos próximos meses. “De uma forma geral, os importadores mato-grossenses têm demonstrado interesse em comprar através do Porto Seco e estão conseguindo bons resultados”.

EXPORTAÇÕES – No ano passado, um carregamento de 300 toneladas de algodão em caroço marcou a retomada das exportações no Porto Seco de Cuiabá, que estavam paralisadas há quase um ano devido à desvalorização do dólar. “Em 2010, vamos alavancar as exportações com a venda de mais produtos agrícolas”, anuncia. O primeiro produto a ser exportado será a teca – madeira de reflorestamento – da empresa Floresteca. A previsão é exportar de 35 a 40 contêineres por mês, num total de aproximadamente mil metros cúbicos do produto (cerca de US$ 1,5 milhão). O início das operações está previsto para este mês.

Outras operações de exportação, via Porto Seco, vão se concentrar na venda de feijão, madeira, caroço de algodão e soja transgênica oriundos de várias regiões do Estado. Os contratos com as empresas exportadoras estão assinados.

“Devido à baixa valorização do dólar em relação ao real, praticamente não tínhamos negócios, mas a partir de agora esperamos alavancar as exportações com a construção de um armazém no porto de Paranaguá (PR)”, informou Elton Erthal.

VANTAGENS – O Porto Seco apresenta inúmeras vantagens em relação a outras modalidades que operam o comércio exterior. Os ganhos das operações começam na parte de documentação e vão até o tempo e prazo menores para a chegada das mercadorias nos destinos. Além disso, todo o trâmite aduaneiro e o desembaraço da documentação tanto para importação quanto para exportação são feitos no próprio Estado, facilitando o procedimento para as empresas que querem vender ou comprar.

Link para a matéria original

COMMENTS