Governo estende o prazo do Procaminhoneiro para junho de 2010

Pacote de incentivos assinado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, prorrogou diversos benefícios para fomentar o aquecimento da economia e prazo de vigência do Procaminhoneiro, que expiraria em 31 de dezembro, foi ampliado para junho do ano que vem

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O governo federal, por meio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, prorrogou para junho de 2010 o prazo de vigência do Procaminhoneiro, programa de fomento à renovação de frota, que oferece taxas de juros de 4,5% ao ano e prazo de até 96 meses para financiar a compra de caminhões novos e usados com até 15 anos de fabricação. Diante da grande procura e da dificuldade de milhares de transportadores na obtenção do financiamento, o Procaminhoneiro foi prorrogado até junho de 2010, para alívio de muitos transportadores, empresas e autônomos, que precisam renovar suas frotas.

Segundo o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo “China” da Silva, que concedeu entrevista exclusiva ao Portal Transporta Brasil, o Procaminhoneiro é um programa primordial para todo o transporte rodoviário de cargas brasileiro. “Este programa significa tudo na vida de um caminhoneiro, que sempre foi aquele que comprou o caminhão de alguém que não queria mais, sucateado e velho. Normalmente, 70% dos autônomos sofrem com isso. As frotas das empresas de transportes têm idade média de 11 anos. No caso do agronegócio, a idade média é de cinco anos. Considerando os autônomos, a coisa fica feia. A idade média é de 23 anos. Isso é a média. Temos caminhões de 40 e de até 60 anos rodando pelo Brasil. É comum vermos os famosos Barriga D’água, os Jacarés, da Scania, os Fenemês, trabalhando País afora. É por isso que este programa é tão importante”, diz o dirigente, popularmente conhecido no setor como China.

Criado pelo governo Lula, o programa passou por uma reformulação até chegar ao modelo atual, com juros de 4,5% ao ano. “No governo Lula, foram feitos três programas para a compra de caminhões. O primeiro foi o Modercarga, que não deu certo. O segundo foi o BNDES Caminhoneiro, que também não deu certo, e o terceiro foi o Procaminhoneiro. Eu não sou o inventor do Procaminhoneiro. O que eu fiz foi aperfeiçoar o projeto, a pedido do próprio presidente Lula. Quando me encontrei com ele há pouco mais de um ano, ele me perguntou como estavam as ações para melhorar as condições dos transportadores. Eu disse a ele que estava tudo da mesma forma, nada tinha evoluído. Foi então que ele me pediu para aperfeiçoar o projeto, que entreguei no dia 29 de abril de 2008 à ministra Dilva Rousseff, da Casa Civil, e um mês depois o Procaminhoneiro foi recriado”, revela o presidente da Unicam.

Dificuldades de acesso ao crédito

Em todo o Brasil, milhares de caminhoneiros têm reclamado que não estão conseguindo o acesso ao financiamento com juros baixos para a compra dos caminhões. De acordo com China, isso se deve à dificuldade dos bancos em oferecer o produto, menos vantajoso para as instituições financeiras do que financiamentos como o Finame, que remunera melhor. “Temos tido reclamações constantes de caminhoneiros que entram em contato conosco na Unicam, que não estão conseguindo o acesso ao crédito. Os bancos têm dificultado este acesso e não estão respeitando a decisão do governo federal de propiciar esta facilidade aos transportadores”, explica China.

A quem recorrer?

O presidente da Unicam colocou a entidade à disposição de todos os caminhoneiros do Brasil para interceder em favor deles na busca pelo financiamento do Procaminhoneiro. “Eu vou me empenhar pessoalmente nisso. Quero saber do BNDES e das montadoras quantos caminhões estão sendo vendidos via Procaminhoneiro. Vou pedir relatórios mensais para que possamos acompanhar esta evolução. Se os caminhoneiros tiverem problemas para a obtenção do financiamento com as montadoras e com os bancos, devem ligar para mim, entrar em contato com a Unicam (www.unicam.org.br11 – 3935-6760). Peço que me escrevam, que mandem e-mail (unicam@unicam.org.br), para que eu possa saber como está esta adesão e como cobrar das autoridades. Eu sei que há problemas, mas não tenho tido subsídios da categoria para agir. Peço que entrem em contato conosco para que possamos interceder.Eu sei de quem cobrar”, finaliza o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros.

Por: Leonardo Helou Doca de Andrade – Reportagem exclusiva para o Portal Transporta Brasil

Leia a íntegra da entrevista com José Araújo “China” da Silva, presidente da União Nacional dos Caminhoneiros

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