Indústria de veículos de duas rodas evoluiu durante a crise, disse Miguel Jorge

Sobre apoio do governo à indústria de veículos de duas rodas, o ministro disse que já houve incentivos para o setor, com a eliminação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins)

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje (8), após visitar o Salão Duas Rodas, na 10ª Feira Internacional de Motocicletas, Bicicletas, Peças Equipamentos e Acessórios, que o setor evoluiu durante a crise econômica global. Ele ressaltou, no entanto, que ainda não ocorreu no setor a recuperação da produção desejada pelo governo.

“O setor, na melhor das hipóteses, deve ter uma redução de 15% nas vendas, mas, em termos de tecnologia, há avanços importantes”, disse o ministro. Ele reforçou que é preciso trabalhar para recuperar as vendas, fazer com que o crédito volte para manter o crescimento observado até o ano passado no setor.

Sobre apoio do governo à indústria de veículos de duas rodas, o ministro disse que já houve incentivos para o setor, com a eliminação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins). “Uma das vantagens das motos é que não há Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI], mas, quando vem a crise, não há a vantagem de poder fazer a redução do IPI, que tem impacto sobre o preço do produto.”

Segundo ele, os ministérios do Desenvolvimento e da Fazenda vão tentar manter a desoneração da Cofins para veículos de duas rodas, para alavancar as vendas que ainda não voltaram ao patamar ideal para o setor. “Houve uma perda grande de produção, precisamos recuperar e fazer uma transição para a volta do crescimento que todos preveem para o ano que vem.”

Na opinião de Miguel Jorge, o prazo ideal para desoneração das motocicletas seria “para sempre’, mas, como negociar isso é difícil, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal poderiam manter a desoneração pelo menos até dezembro deste ano. “Isso quando nós já teremos realmente saído da crise e quando se prevê crescimento de 1,5% no Produto Interno Bruto [PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] com relação ao terceiro trimestre. No ano que vem, o setor volta a voar sozinho”.

O ministro disse que vê com alegria a retomada do emprego e que isso mostra a enorme diferença que o Brasil tem em comparação com outros países. “Vamos criar cerca de 1 milhão de empregos em 2009. Já estamos com 600 mil, o que é um desempenho extraordinário em relação à crise.” (Flávia Albuquerque-Repórter da Agência Brasil)

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