Caminhões: Menor produção para enfrentar a derrubada nas exportações

A Scania para enfrentar a crise começa uma paralisação que se estende de hoje e vai o final de junho. A medida que atinge cerca de 70 dias atinge com a licença remunerada cerca de 500 empregados dos setores onde a empresa identificou maior ociosidade

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A expressiva queda nas exportações começa a impactar mais fortemente na produção de caminhões. Para ajustar os volumes à nova realidade do mercado internacional, a Mercedes-Benz e a Scania decidiram dar licença remunerada aos empregados da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A Scania para enfrentar a crise começa uma paralisação que se estende de hoje e vai o final de junho. A medida que atinge cerca de 70 dias atinge com a licença remunerada cerca de 500 empregados dos setores onde a empresa identificou maior ociosidade.

No mercado brasileiro, onde as vendas de caminhões pesados apresentaram uma queda de 22% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2007, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Scania teve um aumento de 10% nas suas vendas no período, por causa da redução do IPI que levou alguns frotistas antecipar suas compras. Mas no mercado externo a queda nas exportações foi bastante expressiva no período, segundo informou a empresa. Os números serão apresentados dia 27 quando a companhia divulgará os resultados mundiais.

Durante os últimos quatro anos a Scania exportou em média 60% do que produziu, informou a empresa.

Até setembro as encomendas da Scania na América Latina estavam 29% maior em relação ao mesmo período de 2007. Por causa da retração no mercado mundial a subsidiária fechou 2008 com volume de pedidos 17% menor que em 2007.

Motores para os EUA

Na Mercedes-Benz, a maior fabricante de caminhões do Brasil, a crise mundial praticamente zerou no primeiro trimestre os embarques de motores diesel para sua coligada Freightliner nos Estados Unidos. Em 2008 o Brasil chegou a exportar para o mercado americano mais de 10 mil motores diesel, segundo informou a empresa.

Licença e PDV

Também no primeiro trimestre a Mercedes contabilizou uma queda de 50% nas exportações de caminhões e ônibus para a América Latina. No período de 2007 a 2008 a representatividade das exportações na produção foi de 30%.

Para adequar o volume de produção ao novo cenário mundial, a Mercedes-Benz, além de estender o Programa de Demissão Voluntária (PDV) aos empregados da produção – antes era só para os aposentados -, também vai dar licença remunerada para 1.200 funcionários por 15 dias. A medida entra em vigor hoje e vai até o dia 3 de maio.

O PDV na Mercedes foi aberto dia 13 deste mês e vai até o dia 15 de maio, segundo informou a assessoria de imprensa da montadora.

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