Logística para refeições rápidas projeta crescer junto com redes

Elas projetam ainda fechar novos contratos em um setor que, segundo especialistas, fatura mais de R$ 50 bilhões

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As empresas que executam a logística das maiores corporações de refeições rápidas (fast-food) do País planejam crescer em 2009, ao acompanhar o avanço geográfico de redes franqueadas que atendem. Elas projetam ainda fechar novos contratos em um setor que, segundo especialistas, fatura mais de R$ 50 bilhões e está com a perspectiva de crescer, apesar de o cenário econômico poder gerar recuo do tíquete médio dos consumidores.

No topo dos operadores que absorveram boa parte deste mercado estão a nacional Luft Food Service, do Grupo Luft, responsável pela logística do Bob’s e que prevê três novos contratos ainda neste semestre. Outra com forte atuação na área é a norte-americana Martin-Brower, que faz a movimentação de itens para o McDonald’s, cliente mundial, e revela ter na manga 20 novos projetos em negociação. Tanto Luft quanto Martin-Brower integram grupos de transporte e armazenamento que faturam perto de R$ 1 bilhão no Brasil.

“Nosso foco é ter perto de 50% de market share desse mercado aqui, no Brasil”, comentou, ao DCI, Tupanangyr Gomes, diretor-geral da Martin-Brower da América Latina, ao explicar que a empresa prioriza acordos corporativos em que se torna responsável por serviços que vão da compra à estocagem e à entrega de produtos nos pontos-de-venda, em restaurantes, hotéis e hospitais. O executivo conta que em 2008 a Martin cresceu 20% no País, na comparação com o ano anterior, período em que seguiu a trilha aquecida dos clientes. Para este ano, deseja garantir mais de 5% de incremento, dentro da teoria de “avançar ganhando participação”.

Gomes previu que em 2009 não haverá expansão agressiva no setor, mas muitos clientes vão crescer, e alguns, até dobrar. “O próprio McDonald’s deve abrir cerca de 25 lojas”, contabilizou.

O portfólio de clientes da Martin-Brower conta com restaurantes como Ráscal, All Parmegiana, Applebee’s, Gelateria Parmalat, Kopenhagen e Montana Grill, além de hotéis da Accor Hospitality e da Hyatt , e hospitais, como São Luiz e Oswaldo Cruz. Atualmente, a empresa presta serviços para cerca de 1,5 mil restaurantes.

Sediada em Chicago, a Martin-Brower conta com sete centros de distribuição em território brasileiro, divididos entre o sudeste, o sul e o nordeste. O grupo faturou cerca de R$ 900 milhões no Brasil e US$ 11 bilhões mundo, no ano passado.

Além disso, a companhia fechou recentemente a aquisição de uma empresa em Nova York e de uma na Irlanda para ampliar a operação, passando a primeira a assumir a logística de 700 restaurantes e a segunda, de mais de 100.

Nacional

De um grupo originado no sul do País, a Luft Food Service pretende trabalhar para garantir o crescimento na casa dos 40% – média que tem registrado há pelo menos cinco anos. A meta total do Grupo Luft, que engloba várias empresas de logística, é chegar a R$ 1 bilhão de faturamento em 2010. “Vamos avançando à medida que acompanhamos o ritmo dos nossos clientes, além do esforço periódico de fechar novos contratos”, analisou Henrique Costa, diretor da Luft Food Service. Ele crê que, mesmo com a crise, o mercado a que atende deva crescer acima do PIB este ano.

Costa contou que a empresa cobre lojas em todas as regiões do País, sendo que a capilaridade aumenta em regiões como a norte, por exemplo. “Lá atendíamos as capitais, mas agora a operação cresce para outras cidades”, disse.

O diretor contou que a companhia investe atualmente na renovação da frota e na implantação de um novo centro de distribuição voltado exclusivamente ao food service, em São Paulo. A previsão é o local ficar pronto no primeiro trimestre de 2010. Ele também revelou que três novos clientes entrarão na carteira este ano.

A empresa do grupo Luft oferece serviços de logística integrada, do planejamento de compras à gestão de inventários e à distribuição de produtos. São clientes do segmento de refeições rápidas, além do Bob’s, o principal cliente, lojas de redes como Subway, Casa do Pão de Queijo, Pizza Hut e Salad Creations. A empresa conta hoje com uma frota de 300 veículos e dois centros de distribuição, localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo – do grupo, mantém frota total de 1,6 mil carros. Hoje, atende a 2 mil pontos de entrega e processa mais de 15 mil pedidos por mês.

Expressa

Outra empresa que expande a atuação na logística é a Direct Express, que teve os negócios impulsionados pela atuação em outro setor aquecido, o de comércio eletrônico. Agora, a empresa parte para atender os segmentos industrial e de serviços, oferecendo soluções de entregas expressas. O objetivo é elevar a atual demanda de 25 mil pacotes por dia para a casa dos 40 mil até até o final do primeiro trimestre do próximo ano.

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