Frete baixo ainda não remunera custos

"O mundo todo sofre com a queda da demanda. Em muitas rotas que partiam do Brasil tivemos que rever a capacidade. Mas, ainda não paramos navios"

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A queda na demanda na América do Sul fez com que os armadores que operam na região reduzissem a capacidade instalada nos navios. O diretor da Hamburg Süd no Brasil, Julian Thomas, disse que depois de uma queda brusca, o frete se estabilizou na região, mas em níveis baixos, o que não paga os custos da operação.

“O mundo todo sofre com a queda da demanda. Em muitas rotas que partiam do Brasil tivemos que rever a capacidade. Mas, ainda não paramos navios”, disse Thomas, durante a feira de logística, Intermodal. Segundo ele, 11% da frota mundial está parada – cerca de 453 navios. “A previsão mais pessimista prevê que cerca de 20% da capacidade instalada no mundo não será movimentada. Serão em torno de 1 mil embarcações”, ressaltou Thomas.

Dentro da readequação de capacidade, a Hamburg Süd deverá escalar, a partir de meados do próximo ano, 10 navios de 7,2 mil TEUs de capacidade nas rotas que servem o Brasil. “Essa é uma medida necessária para que o frete se recupere e o custo seja compatível com a operação”, afirmou o executivo.

Outro armador que reduzirá a capacidade nas rotas para o País é a CMA CGM. O presidente da empresa, Nelson Carlini, disse que a companhia já está trocando os dois navios que podem movimentar 2,8 mil TEUs para a linha para a Ásia por uma embarcação de 4,2 mil TEUs. “Em março percebemos uma recuperada no volume, mas ainda o valor do frete está aquém dos custos. Isso não se recuperou. Por isso a decisão de adequar a demanda à capacidade”, disse Carlini. “Nos tempos áureos, trabalhávamos com 90% da capacidade; No auge da crise em janeiro, reduzimos para 55%.”

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