Holandeses prospectam negócios no RS

Os empresários holandeses querem conhecer a potencialidade do empreendimento para a indústria naval

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Um grupo de 50 empresários holandeses estará hoje no Estado para prospectar negócios nas áreas de logística e transporte. Participa da missão o ministro de Transportes, Obras Públicas e Manejo da Água do país, Camiel Eurlings.

– Uma missão desse porte indica que foi feita uma avaliação positiva do Estado e do nosso potencial de geração de negócios – afirma Erik Camarano, secretário-geral de Governo.

Na manhã de hoje, a missão será dividida em dois grupos. O ministro Eurlings segue com um grupo de empresários para Rio Grande. Na cidade, visitarão o Terminal de Contêineres (Tecon) e as obras do dique seco construídos pela WTorre. Os empresários holandeses querem conhecer a potencialidade do empreendimento para a indústria naval.

Enquanto o ministro conhece Rio Grande, haverá um seminário na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) sobre a potencialidade dos setores de logística e transporte. Serão realizadas palestras e rodadas de negócios com quatro empresas holandesas do segmento de desenvolvimento portuário.

Com a visita dos holandeses, o Estado também conhecerá mais detalhes do diagnóstico realizado por técnicos apontando melhorias que precisam ser feitas no sistema hidroportuário gaúcho para torná-lo competitivo e atrair mais usuários.

Para dar prosseguimento ao estudo, o governo do Estado está em fase de contratação de consultoria conduzida pelas agências Amports (do porto de Amsterdã) e Nea. Carta de intenções para a consultoria foi assinada pela governadora Yeda Crusius em Amsterdã, em agosto passado.

– Há potencial para a navegação interior – diz o secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade. – Mas temos 50 anos de abandono no sistema hidroviário.

O plano diretor, como define Andrade, deverá apresentar melhorias que devem ser feitas. Inicialmente, não deve haver grandes desembolsos, já que os holandeses entendem que se deve trabalhar com as condições – naturais e de infraestrutura – disponíveis.

Uma das primeiras medidas seria a formação de uma força-tarefa, algo como uma mesa redonda, para reunir fabricantes, embarcadores, operadores de portos e usuários do sistema, com o governo como mediador. Nesse encontro cada um apontaria suas necessidades e o que esperam de um sistema hidroviário.

– Mudanças profundas precisam ser feitas de maneira sincronizada – afirma o secretário.

Eclusas e calados mais profundos não foram considerados prioritários.

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