Apenas 20% dos projetos de transportes estão em dia

Em 2007, quando o programa foi lançado, o governo previu investimentos em infra-estrutura de R$ 503,9 bilhões em quatro anos, sendo R$ 67,8 bilhões do Orçamento do Governo Central e R$ 436,1 bilhões de estatais e da iniciativa privada

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Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) algumas obras no setor de transportes, aviação e portos estão em andamento, enquanto que outras nem saíram do papel. Em 2007, quando o programa foi lançado, o governo previu investimentos em infra-estrutura de R$ 503,9 bilhões em quatro anos, sendo R$ 67,8 bilhões do Orçamento do Governo Central e R$ 436,1 bilhões de estatais e da iniciativa privada. Deste montante, o setor de transportes vai receber ao todo R$ 58,3 bilhões até 2010.

“Mesmo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef afirmando que mais de 80% dos projetos estão em dia, diria que se analisar obra por obra veremos que apenas em torno de 20% está dentro do cronograma”, acredita Roberto Vertamatti, diretor executivo de finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A mesma visão compartilha, Olivier Girard, diretor de logística, transporte e infra-estrutura da Trevisan Consultoria. “Por enquanto pouco foi feito no setor, está abaixo do esperado”, diz.

O diretor da Trevisan Consultoria analisa ainda que isto aconteceu em função do excesso de burocracia no processo dos projetos, fazendo com que os mesmos não sejam feitos nos prazos determinados. Outro ponto enfatizado é que existe uma certa passividade em termos de realização. “Estão deixando as coisas acontecerem, mas não acontecem”, acrescenta.

Para Roberto Vertamatti, a questão do crédito está atrapalhando bastante o andamento das obras, uma vez que em torno de 70% de todas as obras dependem de recursos externos e não do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a crise financeira mundial, originada nos Estados Unidos em função das hipotecas, os recursos vindos do exterior não estão chegando como antes. Cada vez mais, as instituições financeiras exigem mais informações sobre os clientes e emprestam menos, dificultando inúmeros projetos no Brasil.

“Os consórcios não vão conseguir concretizar a obra se não tiver dinheiro. Embora o governo brasileiro negue, parte substancial das obras vão ter complicação em função da escassez de crédito”, finaliza Roberto Vertamatti.

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