Setor automobilístico sofre com forte queda nas vendas em novembro

Queda de 20% nas vendas de veículos comerciais leves e carros deverá provocar redução nos preços e desaquecimento do setor. Cortes no crédito e crise mundial estão entre principais motivos

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As vendas de veículos comerciais leves e carros de passeio sofreram uma queda de 20% nos primeiros 17 dias de novembro e, de acordo com especialistas, o mercado não deverá voltar ao volume de vendas que apresentou nos meses de setembro e outubro, revela notícia publicada esta semana na Gazeta Mercantil.

Com a queda nas vendas, o preço do carro zero deverá sofrer uma redução e o principal motivo, segundo a fonte da matéria, é a mudança no cenário do mercado, que experimenta cortes no crédito e desaquecimento.

Esta restrição ao crédito traz desaquecimento também para as montadoras de caminhões, indústrias de implementos rodoviários e de autopeças. O efeito de inibição nas vendas já pode ser sentido em empresas como Randon, Scania e Ford, que já anunciaram férias coletivas para o final do ano. Segundo o diretor executivo da Randon e vice-presidente da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), Norberto Fabris, as montadoras estão procurando zerar seus estoques e até fevereiro o mercado deverá sofrer com a falta de crédito.

Efeito dominó

A cadeia de produção de componentes para o setor automobilístico também vive um clima de preocupação.  As indústrias do segmento estão tendo que rever seus planos de produção por causa das férias coletivas nas montadoras. Para compensar as perdas com o corte de pedidos, muitas empresas estão tentando fazer a venda dos volumes perdidos para clientes no exterior.

Um exemplo deste “efeito dominó” que a crise mundial e o corte de crédito no setor automobilístico é o caso da TRW, indústria de autopeças do ABC Paulista. A empresa tinha um contrato com a Ford americana para o fornecimento de freios para um modelo da montadora, mas o cliente suspendeu a produção por dois meses. A TRW teve que demitir 50 funcionários de sua fábrica de Santo André.

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