Opep cortará sua produção

A queda do petróleo de quase US$ 150 o barril em julho para US$ 50 levou o Irã e a Venezuela a sugerirem que o grupo corte a produção em pelo menos mais 1 milhão de barris por dia

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A fraqueza do mercado de petróleo exige mais uma redução de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de mais de um milhão de barris por dia (bpd), afirmou ontem o presidente do grupo, Chakib Khelil. Ele destacou, entretanto, que o volume preciso só ficará claro em dezembro.

A queda do petróleo de quase US$ 150 o barril em julho para US$ 50 levou o Irã e a Venezuela a sugerirem que o grupo corte a produção em pelo menos mais 1 milhão de barris por dia quando se reunir no sábado para negociações urgentes, porém, informais.

O presidente da Opep afirmou que é muito cedo para uma ação decisiva e que a situação do mercado só ficará clara na época da reunião do grupo, em 17 de dezembro, na Argélia. Mas confrontado com a atual fraqueza do mercado de petróleo, ele afirmou que um forte corte é necessário. “Acho que, se tivéssemos uma reunião hoje, 1 milhão (de bpd) não seria suficiente”, disse ele em uma conferência em Viena.

A Arábia Saudita, maior produtor da Opep, ainda não comentou publicamente a decisão do grupo em 24 de outubro de retirar 1,5 milhão de barris a partir do início deste mês. O grupo cumpriu bem os cortes de produção definidos até agora, disseram analistas e corretores, mas o mercado de petróleo continua a cair.

O preço do petróleo produzido pela Opep caiu para US$ 42,56 na sexta-feira, bem abaixo do preço referencial internacional dos EUA, que ontem recuperou-se depois de ficar abaixo de US$ 50 na semana passada.

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